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A região da Paulista possui o segundo maior estoque de edifícios comerciais da cidade de São Paulo: 493 edifícios. Estes totalizam 2,65 milhões de m² – ficando atrás apenas da região Centro, com 591 edifícios e 2,99 milhões de metros quadrados.

Destes 493 edifícios, 216 (estoque de 856 mil metros quadrados) são perfil office (pequenas salas comerciais). O restante deles, 227 edifícios com estoque de 1,79 milhões de metros quadrados, possui perfil corporate (lajes corporativas), os quais serão objeto de análise neste artigo.

Análise detalhada dos últimos dez anos da região (2º Trimestre de 2011 ao 1º Trimestre de 2021), está considerando a evolução do estoque, atividade construtiva, ocupação, taxa de vacância, média de preço pedido, absorção líquida e absorção bruta.

Vale ressaltar que neste período passamos por duas grandes crises: (i) impeachment da presidente Dilma Rousseff em 2016; e (ii) Pandemia de Covid-19 em março de 2020 (vivenciada até o presente momento).

Como mencionado em artigo anterior As dificuldades deste momento podem ser ideais para uma estratégia de longo prazo, de Milton Jungman, é sempre importante considerar que esta crise desencadeada pelo novo coronavírus, embora séria (e mais grave que a anterior), não é a primeira enfrentada pelo mercado imobiliário corporativo.

A crise de 2016 também foi séria, mas vimos que nos anos seguintes novas oportunidades surgiram e a economia voltou ao eixo esperado, e até alcançou novos ares.

Na tabela acima as informações estão apresentadas e separadas em três classes de edifícios corporativos: A+ (edifícios AA e AAA), A e Outros (edifícios B e C).

No período dos últimos dez anos, quando analisamos a absorção líquida, ou seja, crescimento ou redução da ocupação de escritórios, fica claro que este último ano foi o pior de todos. O saldo negativo gerado foi de quase 95 mil m², somando as três classes de edifícios.

No ano de 2018 houve uma absorção líquida negativa de 12.603,10 m² do A+, mas foi um fato pontual: a desocupação da AGU – Advocacia Geral da União do edifício Brazilian Financial Center.

Agora, mesmo diante desta crise sem precedentes de pouco mais de um ano, analisando a média dos últimos dez anos da taxa de vacância e preço pedido para a região da Paulista, observa-se uma região resiliente e com bom potencial de crescimento para os próximos anos.

Não podemos deixar de destacar o impacto negativo da absorção líquida, porém acreditamos em retomada gradual na ocupação dos escritórios. O modelo híbrido (alguns dias em home office e alguns dias no escritório) tem sido, talvez, a opção mais escolhida pelas empresas, justamente por mesclar de forma produtiva dois ambientes onde já é possível ser eficiente.

Não deixe de conferir, também, em artigos publicados recentemente no Blog da RealtyCorp, algumas oportunidades para reformar seu escritório e reformular sua estratégia de negócio para os dias melhores que todos nós esperamos ansiosos. Para saber mais, clique aqui.

Aproveite este momento em que boa parte dos escritórios ainda segue fechado e olhe para a região da Paulista e, talvez outras de seu interesse, pelo olhar de oportunidades x resiliência que o mercado demonstra ter.  


Texto escrito por: Alan Roger, sócio Diretor da RealtyCorp.

Alan Roger

Fundou a RealtyCorp Consultoria Imobiliária no final de 2013, atuando desde então como diretor de investimento e de novos negócios. Com 16 anos de experiência no mercado de corporate real estate, representou e ainda representa grandes corporações nacionais e multinacionais em transações de locação, venda e compra, consultoria em investimentos imobiliários, projetos de Sale & Leaseback, projetos de Built-to-suit, avaliações de portfólio imobiliário e projetos de desenvolvimento imobiliário. Formado em Administração de Empresas pela Universidade Bandeirantes, possui curso de Técnicas Militares pela Polícia Militar do Estado de São Paulo e  Especialização em Direito Imobiliário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), com conhecimento especializado em Legislação Imobiliária Local e em Operações Típicas de Ocupação no Brasil, além do curso Técnico em Transações Imobiliárias, inscrito ao CRECI sob nº 73.991.


Edifício Fujitsu

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