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A Covid-19 é mais uma crise que o Rio de Janeiro enfrenta desde os primeiros meses de 2020. Sem ainda ter ao certo a dimensão dos reais impactos que essa condição da saúde trouxe ao mercado imobiliário corporativo, proponho que neste artigo pensemos alguns pontos juntos.

Um diagnóstico rápido dos efeitos que a pandemia proporcionou à sociedade passou por algumas etapas: as famílias tiveram de ficar “confinadas” em casa, os estudantes pararam de ir à escola, os profissionais adotaram o trabalho home office como estratégia efetiva, escritórios e salas comerciais ficaram vazios por alguns meses.

Mas eis que houve uma flexibilização das atividades profissionais – desde agosto – e de lá para cá observamos uma mudança de comportamento e novas práticas adotadas: a retomada das equipes de trabalho nos escritórios, ainda alternando com o trabalho em casa, shoppings, parques e praias abertos e até com aglomerações muitas vezes, resistência ou receio de alguns grupos em manter-se isolado até a aprovação/liberação de uma vacina que possa conter definitivamente o novo coronavírus.

Olhando o mercado carioca

Quando olhamos para a taxa de vacância do universo classe A do Rio de Janeiro, podemos observar que se manteve praticamente a mesma: estava em 38,96% no 2TRI e foi para 38,84% no 3TRI, um cenário bem positivo dadas as circunstâncias.

Ainda segundo os dados levantados, o cenário mais preocupante é no universo B e C, o qual vem apresentando desde 2017 uma absorção líquida trimestral negativa, com picos de até -46 mil m². Vale lembrar que a absorção líquida corresponde ao volume de metros quadrados que são ocupados a mais em relação ao trimestre anterior. Em outras palavras, é um claro medidor do crescimento ou retração do mercado em metragem ocupada.

Já quando falamos do mercado de escritórios dos edifícios classe B e C, esbarramos em uma condição peculiar: temos dificuldade de obter dos proprietários, geralmente pessoas físicas, os números reais da crise e dos efeitos da pandemia. Com isso, pode ser que os resultados que temos acesso não estejam de fato alinhados à realidade carioca. Esta é a sensação que temos, de que é nesse universo que a crise da saúde mais trouxe efeitos negativos nesse período.

Expandindo o olhar

O que vejo neste momento é um cenário de boas oportunidades para o mercado de alto padrão do Rio de Janeiro. Este é o momento de investir em layout seguindo o chamado novo normal e valorizando áreas de convivência nas empresas.

Além disso, a conjuntura atual está propensa a novas negociações de aluguel, com valores mais acessíveis, afinal não é interessante para os proprietários ficarem com o imóvel ou salas vazias. Oportunidades visando relocalização e gerando economia e ganho em qualidade têm surgido.

É certo que em breve haverá uma vacina que dará essa situação por encerrada e trará mais segurança e paz à sociedade e ao mercado imobiliário. Contudo, não é preciso esperar para investir ou criar novas oportunidades apenas no pós-pandemia. Esse movimento pode e deve começar desde já.


Texto escrito por: Carlos Calzavara, Diretor de Negócios da Filial Rio de Janeiro da Realtycorp.

Carlos Calzavara é formado em Administração de empresas e acumula mais de 8 anos de experiência no mercado imobiliário. No ano de 2018 assumiu o setor de novos negócios da RealtyCorp no Rio de Janeiro e Captou mais de 30 mil m² de lajes de escritório. Em 2019 fez transações relevantes no Edifício Ventura Corporate Towers.

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