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Com o final do ano se aproximando a passos firmes, iniciam-se as análises e projeções econômicas para 2022. Afinal, depois de 18 meses mergulhados em uma crise, até então, sem precedentes, o que mais esperamos para este futuro próximo é a retomada, o crescimento e boas contribuições – tanto para o mercado de trabalho quanto para a economia e vida social/familiar.

Em abril deste ano, trouxemos conteúdo sobre a volta aos escritórios que refletia as principais dúvidas existentes no Brasil quando aqui se enfrentava um dos piores momentos da pandemia.

A primeira (e mais importante) pergunta que pairava sobre nós era se os escritórios iriam acabar. Mas mesmo naquela época, após mais de um ano de pandemia, já existiam pesquisas no exterior sinalizando grandes empresas que reconheciam a importância do papel destes ambientes de trabalho.

Além disso, muitas delas já planejavam um retorno ao ambiente físico quando fosse seguro fazê-lo, considerando a flexibilidade para os funcionários trabalharem em casa durante parte da semana – o que já vivenciamos muito bem como modelo híbrido.

Hoje estamos tendo sinais consistentes dos efeitos positivos da vacinação (enquanto escrevo este artigo os noticiários divulgaram que após 20 meses São Paulo teve 24 horas sem registro de morte por covid, bem como o aumento expressivo de pessoas vacinadas), permitindo o país entrar em uma nova fase de convivência com o vírus. Isso reflete na volta das atividades de trabalho e convívios sociais e presenciais e na retomada das interações próximas das equipes e gestores.

As boas movimentações do mercado imobiliário

Em nossas atividades de consultoria e transação imobiliária foi possível comprovar esse movimento acontecendo: nos últimos dois a três meses sentimos uma retomada na demanda de clientes na busca por espaços.

Em vídeo divulgado recentemente, o sócio diretor da RealtyCorp, Marcos Alves, fez uma interessante projeção para as atividades imobiliárias em 2022, partindo da correlação entre o PIB e a taxa de crescimento da ocupação de escritórios corporativos.

Com os dados de setembro de 2021, já é possível observar a expectativa por dias melhores. A partir da projeção de crescimento de 5,3% do PIB em 2021 e 2,5% para 2022, cerca de 700.000 m² de absorção líquida, ou 7,66% de crescimento sobre a área atual ocupada, já é projetada para 2022.

Ainda segundo esta análise, o trimestre que terminou em setembro deverá ser o pico da vacância em 2020/2021. Em outubro se iniciou um trimestre de recuperação, dando início a um ciclo de 5 trimestres de crescimento da taxa de ocupação, como se pode ver no gráfico a seguir:

Taxa de Crescimento - Ocupação CORPORATE X PIB
Fonte: RealtyCorp

Outros fatores que devemos observar

De acordo com o último Analytics 4T/2021, que traz o fechamento dos dados do 3º trimestre de 2021, é importante destacar que houve uma diferença significativa para o segmento de escritórios Corporate A/A+: ele registrou uma absorção líquida positiva de 14.966 m², a primeira depois do início da pandemia. Em outras palavras, neste 3T/2021, o mercado de escritórios (segmento Corporate A/A+) mais alugou que devolveu espaços – um claro indicador de melhora para o segmento.

Já o universo Corporate B e C (Outros) registrou uma absorção líquida negativa menor que nos trimestres anteriores. Isso também é algo positivo.

Por outro lado, o que temos observado nas últimas semanas é uma deterioração dos parâmetros econômicos brasileiros, em particular as projeções dos indicadores de crescimento do PIB para 2022.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou para baixo a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto do país o ano que vem, de 2% para 1,8%. Já o Banco Central do Brasil projeta 2,1%, e o Morgan Stanley cortou a projeção de crescimento do PIB de 1,2% para 0,5% em 2022.

Não podemos esquecer, também, que o ano de 2022 vai absorver um intenso período eleitoral, em um ambiente político bastante polarizado. Isso pode trazer muitas incertezas e ainda mais desafios ao crescimento econômico do Brasil.

Ainda assim, mesmo se levarmos em conta este panorama mais pessimista, é possível inferir que 2022 deverá trazer um volume importante de absorção líquida positiva, como consequência da recuperação econômica observada em 2021.

Neste cenário, vemos ainda que o trimestre atual se iniciou em um ritmo favorável de demanda por escritório (outubro já mostrou isso), o que pode ser interpretado de duas maneiras:

Primeiro: um trimestre de recuperação dando início a um ciclo de 5 trimestres positivos, como mencionado anteriormente.

Segundo: uma janela de oportunidade a ser aproveitada pelos diversos players do mercado e um 2022 melhor que 2021, mas ainda assim, desafiador.

A largada já foi dada. Resta-nos percorrer o trajeto com a mesma resiliência vivenciada meses a fio.


Texto escrito por: Milton Jungman, Diretor de Novos Negócios da RealtyCorp.

Milton Jungman

Graduado e Mestre em Engenharia de Produção pela Escola Politécnica da USP, foi Diretor Executivo de Workplace da Accenture por 12 anos (de 2008 a 2020), onde chegou a atuar como membro da Equipe Global de Corporate Real Estate. Durante 10 anos foi também responsável pela área de Workplace Solutions para a América Latina. Acumula em suas experiências anteriores, atuação como Diretor de Real Estate para a América Latina – EDS (HP Services), Diretor de Desenvolvimento (Real Estate) do Walmart Brasil e Diretor da Birmann S.A. Foi, ainda, Co-Fundador e Diretor Executivo da JLL (Jones Lang LaSalle) na América do Sul.


São Luis Gonzaga
São Luis Gonzaga

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