Contatos

São Paulo

Rua Américo Brasiliense, 1923 - Conjunto 906 - Chácara Santo Antônio (Zona Sul) - São Paulo/SP

 (11) 3199-2930
(11) 95060-0756

Rio de Janeiro

Rua Lauro Muller, 116 - Botafogo - Rio de Janeiro/RJ

(21) 3195-0390

Visite o nosso site

Isolamento social, pandemia, Ministério da Saúde, OMS, Coronavírus e Covid-19. Esses são provavelmente os termos mais falados e comentados nos jornais, na Internet e entre a população brasileira e mundial nos últimos meses.

Não diminuindo a importância real e a necessária atenção que a Covid-19 exige e claro, todos os cuidados inerentes – para mudar um pouco de assunto -, a ideia deste artigo é trazer boas novas para a cidade de São Paulo e para o mercado imobiliário corporativo, já que tudo isso vai passar.

O que uma região precisa ter para atender as necessidades das grandes empresas e dos grandes investidores corporativos?

A cidade de São Paulo é o centro financeiro do Brasil e também a sede dos principais grupos empresariais globais e nacionais. Porém, mesmo sendo a capital brasileira de negócios, apresenta uma distribuição regional conforme oferece melhor ou pior infraestrutura de serviços, o que atrai mais ou menos empresas e investidores.

O que talvez muitos empresários e investidores (ainda não saibam) é que existe uma região nobre de São Paulo que pode ter boas oportunidades para desenvolvimento corporativo.

Ela dispõe de transporte público de qualidade (linha de metrô, além de diversas linhas de ônibus que ligam diversos pontos da cidade) para facilitar a locomoção de profissionais e da comunidade circulante. Também se destaca por oferecer infraestrutura tecnológica (telefonia, fibra ótica e rádio) que atende bem seus moradores e fluxo comercial. Variedade de serviços é outro realce que não deixa a desejar, já que possui restaurantes, bares e lanchonetes que vão do fast-food a locais sofisticados com o melhor da culinária internacional. Além disso, os moradores dos condomínios residenciais e frequentadores comercias ainda têm shoppings, hotéis, entretenimento, faculdades e polos educacionais à disposição.

Em relação à saúde pública e privada, há hospitais e clínicas. Não por acaso, ainda fica localizada bem próximo ao aeroporto de Congonhas, o que abre mil possibilidades de negócios com empresários de outras cidades brasileiras.

E é claro que bem estar não poderia faltar nesta equação. De parques a praças, de ciclovia a ruas e avenidas limpas, a população moradora e circulante dessa região dispõe ainda de segurança (policiamento ativo e um forte sistema de câmeras que fazem a guarda do local) e muita mão de obra qualificada disponível.

Que região é esta com nome de bairro, mas com infraestrutura praticamente de uma cidade? Estamos falando do sofisticado bairro de Moema.

Com tanta infraestrutura e qualidade de vida social e profissional, o que ainda falta nesta promissora região?

A resposta é bem simples: faltam edifícios corporativos para atender uma demanda reprimida de grandes e médias empresas.

De acordo com o nosso banco de dados, que detém todos os edifícios comerciais cadastrados, ao olharmos de maneira macro, a cidade de São Paulo possui um estoque total de 2754 edifícios comerciais (Corporate e Office), com área locável total de 16.044.300,15 m²; quando analisamos apenas o universo de edifícios Corporate identificamos 1533, com área locável total de 11.004.955,30 m². Analisando a atividade construtiva da cidade de São Paulo temos: 55 edifícios comerciais (Corporate e Office) em construção, com área locável total de 735.183,36 m²; analisando apenas o âmbito de edifícios Corporate em construção encontramos 40, com área locável total de 648.702,45 m².

Agora, vamos analisar as tabelas e gráficos abaixo. Trata-se de um comparativo das demais regiões de São Paulo, Moema e Vila Olímpia (as quais possuem características em infraestrutura similares).

Edifícios Comerciais Prontos
Fonte: RealtyCorp
Fonte: RealtyCorp
Edifícios Comerciais em Construção
Fonte: RealtyCorp
Fonte: RealtyCorp

Examinando os gráficos e tabelas acima, identificamos:

  • A região de Moema tem um estoque de edifícios Office quase 2,5 vezes maior do que o estoque Corporate, enquanto a Vila Olímpia tem um estoque Corporate 4,5 vezes maior do que o estoque Office;
  • A região de Moema tem um estoque Office quase 70% maior do que o estoque Office da Vila Olímpia;
  • Nas duas regiões não há atividade construtiva Office, por ter sido o mercado que mais sofreu nos últimos anos. No entanto, a atividade construtiva Corporate na Vila Olímpia é quase 3 vezes maior que a de Moema.

É para deixar qualquer um intrigado sobre o porquê de uma região como Moema, que tem todos os pré-requisitos qualitativos, possuir um estoque Corporate tão pequeno. Poderíamos imaginar que não há tanta demanda para lá, considerando que a vacância Corporate é de 16%, enquanto na Vila Olímpia é de apenas 7%, como você pode verificar na tabela acima.

Esmiuçando um pouco mais os números, percebe-se que apenas o universo Corporate – classes A e A+ em Moema – tem apenas 3 prédios, com área total de 28.500 m² locáveis, e que até o final de 2019 a vacância nesses 3 edifícios era de 0,8%. Foi apenas no início deste ano que uma grande empresa do segmento esportivo desocupou uma área grande em um deles, deixando a atual vacância em 12,55% no universo Corporate A e A+.

Portanto, o fato de não ter mais oportunidades corporativas, principalmente A e A+, faz com que as grandes empresas inquilinas optem por outras regiões. Frisamos que a região de Moema é um celeiro fértil de possibilidades e que está claramente carente de edifícios corporativos. O bairro merece um olhar mais acurado por parte dos investidores corporativos.


Texto escrito por: Alan Roger, sócio Diretor da RealtyCorp.

Fundou a RealtyCorp Consultoria Imobiliária no final de 2013, atuando desde então como diretor de investimento e de novos negócios. Com 16 anos de experiência no mercado de corporate real estate, representou e ainda representa grandes corporações nacionais e multinacionais em transações de locação, venda e compra, consultoria em investimentos imobiliários, projetos de Sale & Leaseback, projetos de Built-to-suit, avaliações de portfólio imobiliário e projetos de desenvolvimento imobiliário. Formado em Administração de Empresas pela Universidade Bandeirantes, possui Especialização em Direito Imobiliário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), com conhecimento especializado em Legislação Imobiliária Local e em Operações Típicas de Ocupação no Brasil, além do curso Técnico em Transações Imobiliárias, inscrito ao CRECI sob nº 73.991.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *