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O segmento logístico no Brasil foi um dos que mais se mostraram resilientes diante dos recentes fatos ocorridos mundo afora. Em meio à retomada gradativa das atividades econômicas, principalmente em São Paulo, novas oportunidades têm surgido, e antevê-las para traçar metas e desenvolver negócios deveria estar no radar dos players deste segmento empresarial.

De acordo com notícia publicada pelo Ministério da Infraestrutura, no último dia 11, o Programa de Incentivo à Cabotagem, o BR do Mar, foi enviado como Projeto de Lei (PL), em caráter de urgência, ao Congresso Nacional.

O que isso significa?

Isso quer dizer que, por meio do Governo Federal, o Brasil tem apresentado iniciativas no âmbito da infraestrutura logística que visam melhores resultados no fluxo de produção x escoamento x redução de custos x produtividade.

A cabotagem é a navegação marítima entre portos ou pontos da mesma costa de um País. É um modo de transporte seguro, eficiente e de baixo custo que tem crescido mais de 10% ao ano no Brasil, quando considerada a carga transportada em contêineres.

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Novos projetos para a região portuária

No âmbito dos condomínios logísticos, nos moldes que temos atualmente no Brasil, a questão que se coloca e a ponderação que se deve fazer é: como esta iniciativa poderia gerar novas oportunidades de investimentos em empreendimentos logísticos, sobretudo nas regiões portuárias, costeiras?

Como o segmento de condomínios logísticos poderia usufruir do possível fortalecimento deste modal no Brasil?

Vale ressaltar que o setor logístico sofre com as grandes distâncias dos portos. Antecipar oportunidades de investimentos em operações industrias e/ou logísticas mais próximas às regiões portuárias/costeiras pode vir a ser o passaporte para o encontro do capital com os sonhados CAP RATES, sobretudo em momentos tão complexos como os vividos atualmente.

Este é o momento de vislumbrar novos projetos aproveitando-se dos reflexos advindos dos relevantes investimentos do Governo Federal, na busca por mitigar os efeitos danosos oriundos dos gargalos de infraestrutura existente no País.

Importante também ressaltar que os investimentos no modal ferroviário, elevando-o dos atuais 15% da matriz de transportes para atingir 30% nos próximos 10 anos, é algo inegavelmente expressivo e transformador para a dinâmica logístico-industrial nacional.

Inicialmente, o foco será em três novas ferrovias, segundo dados do Ministério da Infraestrutura:

  • a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL);
  • a Ferrogrão – que vai ligar o Centro-Oeste ao estado do Pará;
  • e a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO).

A iniciativa privada do segmento logístico-industrial, se estiver antenada às mudanças que se desenham para um futuro próximo, como essas mencionadas no âmbito dos investimentos nos modais aquaviário e ferroviário, terá oportunidade de ajustar seus investimentos para novos negócios que contemplem as novas adaptações para os fluxos de cargas e, também, para os possíveis novos locais de produção industrial que poderão surgir.

Com certeza, os mais atentos poderão melhor usufruir deste futuro que já começou.


Texto escrito por: Alcebíades Cavalcanti – Diretor de Industrial e Logística

Alcebíades Cavalcanti

Profissional sênior do segmento imobiliário logístico e industrial, com larga experiência no setor, habilitado a contribuir com o processo decisório corporativo, tendo exercido cargos de liderança e diretoria em empresas reconhecidas e respeitadas no mercado imobiliário corporativo como Ocupantes, Jones Lang Lasalle e Colliers International. Atuação em diversos processos de negociação e fechamento de negócios imobiliários em todo território nacional para companhias nacionais e multinacionais como Procter & Gamble (P&G), Adidas, WalMart, Mercedes Benz, Cetelem, EBM Incorporações S/A, Ciser, Vicunha Têxtil, Cosan, Philips, Unisys, Exterran, Rolls Royce, Aker Solutions, Halliburton, Comgás, Nestlé, BRF, Maersk, Atlas Schindler, ELOG, Faurecia, dentre outras.

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