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Durante alguns anos, mais precisamente entre o período de 2014 e 2017/18, quem teve algum contato com o Corporate Real Estate acabou ouvindo a expressão Fly to Quality. Mesmo que muita gente nem soubesse do que se tratava, era a onda do momento. Parecia haver uma necessidade de que todas as empresas aproveitassem o movimento. E muitas delas aproveitaram de fato. Não foram poucos os negócios que fizemos aqui na RealtyCorp relocalizando empresas de prédios bem ruins para edifícios muito melhores pagando o mesmo, ou pouco mais do que pagavam em suas ocupações anteriores.

Algumas regiões da cidade – e seus prédios mais antigos – sofreram bastante com esse movimento em que os proprietários ofereciam grandes carências atreladas, muitas vezes, a um cash allowance significativo, capaz de assumir parcial ou até totalmente o custo de uma obra de implantação em um novo escritório. Eu mesmo escrevi sobre como a Chácara Santo Antônio foi atingida em cheio pelo Fly To Quality.

Mas aqui estamos em 2019 e enquanto alguns inquilinos ainda se lembram dessa fase e tentam procurar proprietários flexíveis a este ponto. Já os proprietários não querem nem ouvir falar em longas carências. Cash Allowance virou coisa de um passado distante. Para os proprietários agora é hora de retomada de preços.

Há um ditado que diz que Economia é a única ciência afetada pela expectativa. Isso, além de ser verdade, reflete também no mercado imobiliário. A euforia do mercado vem tomando conta de alguns proprietários que já se lembram dos anos dourados do começo da década de 2010.

Entre o ponto de vista dos inquilinos e dos proprietários há sempre um ponto de equilíbrio. O mercado sempre fala que uma taxa de vacância saudável gira em torno de 10%. Ainda não chegamos nesse patamar na cidade toda, mas estamos caminhando pra isso – já que absorção de espaço vem crescendo e não há previsão para entrega de grandes empreendimentos no curto prazo.

Fonte: RealtyCorp

Em algumas regiões, entretanto, como Faria Lima/Itaim Bibi e Vila Olímpia, quando olhamos apenas para os espaços Classe A, a vacância já baixou da casa dos 10%. E nessas regiões, quem fechou a preços muito agressivos há dois ou três anos, fatalmente vai passar por revisões no terceiro ano de contrato. E eu, cá com meus botões, imagino uma nova onda: o Fly to Price. Não sei se será assim que o mercado denominará, mas sei que regiões prime ficarão caras demais para determinados inquilinos.

Enquanto a vacância ainda não diminui na cidade inteira, os inquilinos que optarem por uma região mais alternativa vão conseguir preços melhores. Na verdade, é isso que o mercado irá fazer: pressionar os inquilinos com preços mais altos nos mercados estabelecidos, o que fará diminuir a vacância também dos mercados mais periféricos.

Texto escrito por: Gerson Rodrigues, sócio Diretor da RealtyCorp.

Trabalhando no mercado imobiliário corporativo desde 2005, atuou em Tenant Representation por 04 anos na Ocupantes Real Estate atendendo diversos clientes em São Paulo, Rio de Janeiro e Nordeste do País. Durante outros 04 anos liderou a equipe de captação e pesquisa da Buildings Pesquisa Imobiliária adicionando ao conhecimento comercial, também o conhecimento técnico de todos os edifícios dos principais mercados. Há mais de 03 anos vem atuando na RealtyCorp atendendo aos mais variados clientes corporativos. Formado em Marketing pela Universidade Paulista, é Técnico em Transações Imobiliárias.

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