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A conversão de imóveis corporativos em hotéis ganhou força com a retomada do turismo no Brasil e o reaquecimento consistente do setor de hospitalidade. Em grandes centros urbanos, a demanda por hospedagem segue elevada, o que abre espaço para novos modelos de uso no mercado imobiliário. Nesse cenário, ativos corporativos que não estão performando tão bem passam a ser reavaliados com mais atenção, e a mudança de uso deixa de ser exceção para se tornar parte do planejamento estratégico.

Por que a hotelaria tem atraído investidores imobiliários?

Em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, a hotelaria já opera, em alguns casos, com taxas próximas de 90% de ocupação. Afinal, trata-se de um modelo que oferece receita mais constante, sustentada pela alta rotatividade de hóspedes e pela previsibilidade de fluxo ao longo do tempo. Em contraste, contratos corporativos podem levar meses para serem fechados e ainda estão sujeitos a renegociações e rescisões, o que aumenta o interesse por alternativas mais estáveis. 

O que ainda limita a conversão de imóveis corporativos em hotéis?

A conversão de imóveis corporativos em hotéis ainda enfrenta uma barreira importante relacionada à forma como investidores analisam seus ativos. O mercado corporativo utiliza a lógica da receita por metro quadrado, enquanto a hotelaria trabalha com indicadores como o RevPar, o que dificulta comparações diretas. Traduzir essas métricas é fundamental para permitir decisões mais informadas e aproximar os dois modelos dentro de uma mesma lógica de avaliação. 

Nota de rodapé: na semana passada, publiquei um artigo do Panrotas justamente sobre o tema (clique aqui para ler na íntegra).

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Como a vacância impulsiona essa mudança de uso?

São Paulo já ultrapassa os 12 milhões de metros quadrados em estoque de escritórios, com uma taxa média de vacância próxima de 16%. Parte desses ativos segue com desempenho abaixo do esperado, seja por localização ou padrão construtivo para manter a competitividade. Esse contexto cria oportunidades claras de reposicionamento, especialmente para imóveis que perderam atratividade no modelo corporativo tradicional.

A conversão de imóveis corporativos em hotéis surge, nesse cenário, como uma alternativa estratégica para destravar valor e gerar novas fontes de receita. Mais do que uma simples mudança de uso, trata-se de um reposicionamento alinhado às novas dinâmicas da economia urbana.

Essa estratégia funciona para todos os ativos?

Nem todos os imóveis são elegíveis para esse tipo de conversão. Cada ativo possui características específicas que exigem análise criteriosa, considerando fatores como localização, estrutura física e perfil de demanda da região. A estratégia demanda planejamento e conhecimento técnico, mas, quando bem estruturada, pode gerar resultados consistentes no médio e longo prazo.

Como transformar vacância em oportunidade real?

O mercado imobiliário exige cada vez mais capacidade de adaptação e leitura de cenário. A conversão de imóveis corporativos em hotéis não é uma solução universal, mas pode ser altamente eficiente em contextos específicos, especialmente diante de vacância elevada. Mais do que seguir uma tendência, trata-se de antecipar movimentos e reposicionar ativos de forma estratégica.

Quer avaliar o potencial dos seus ativos?

Se sua empresa possui imóveis com vacância elevada ou está revisitando sua estratégia de portfólio, este é o momento de agir com antecedência. Em um cenário dinâmico, esperar pode significar perda de valor e redução de alternativas viáveis.

A RealtyCorp apoia esse processo com inteligência de mercado, análise estratégica e estruturação de soluções sob medida para transformar imóveis subutilizados em ativos mais rentáveis e alinhados às novas demandas.


Texto escrito por: Gerson Rodrigues – Sócio-diretor responsável pelos negócios de hotelaria e pelo departamento de Tenant Representation da RealtyCorp

Gerson Rodrigues, diretor de Tenante representation, responsável por achar o escritório ideal em SP para a Blip

Com uma trajetória consolidada no mercado imobiliário corporativo, Gerson atua como Sócio Diretor na RealtyCorp, liderando as frentes de Corporate Advisory & Transactions. Sua atuação é estratégica e consultiva, focada em maximizar o valor das transações para locatários e proprietários de ativos de alto padrão. Gerson coordena contas complexas, garantindo que as estratégias de ocupação estejam rigorosamente alinhadas aos objetivos financeiros e operacionais de seus clientes corporativos. Além disso, desempenha um papel fundamental no Relacionamento Estratégico com os maiores players e proprietários do mercado de escritórios, logística e hotelaria (Key Accounts), fortalecendo o networking institucional da RealtyCorp. Sua visão de mercado é um motor de crescimento para a companhia, atuando diretamente na prospecção e originação de novos negócios e coordenando a transição estratégica de ativos para as equipes operacionais de locação de escritórios e logística. Gerson combina inteligência de mercado e uma rede de contatos de alto nível para entregar soluções imobiliárias sob medida.

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