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Embora importantíssimo, esse tema infelizmente não tem sido levado a sério por alguns agentes do mercado imobiliário

A vida em sociedade requer que todos respeitem o bem-estar do outro para que exista harmonia coletiva. Para que isso aconteça, no entanto, é preciso observar alguns comportamentos associados à conduta ética de cada indivíduo. No ambiente corporativo isso não seria diferente. Em se tratando do mercado imobiliário, não apenas boas práticas são necessárias, mas muito bem-vindas.

Quando se fala em ética profissional na área de corretagem de imóveis, não se trata apenas de um conceito relacionado a atitudes corretas ou honestas. A reflexão aqui é tão importante quanto à prática, já que não omitir informação durante uma transação imobiliária, por exemplo, é uma obrigação legal que o corretor de imóveis tem com o seu cliente.

A palavra “ética” é derivada do grego e apresenta uma transliteração de duas grafias distintas: êthos, que significa “hábito”, “costumes” e “ethos” que significa “morada”, “abrigo protetor”. Em outras palavras, não há como estabelecer equilíbrio e transparência nas relações de trabalho e comerciais sem considerar esse hábito ou costume.

O que rege a profissão

Para se tornar um corretor de imóveis, é preciso — além da formalização profissional junto ao órgão responsável — conhecer bem a legislação que rege a profissão. Outro ponto indispensável é saber se comunicar bem com os clientes.

De acordo com o Código de Ética Profissional dos Corretores de Imóveis, existem obrigações legais não somente da parte do corretor de imóveis com o seu cliente, mas também entre os colegas de profissão, imobiliárias e, até mesmo, proprietários de imóveis.

Uma das tarefas obrigatórias desse profissional é justamente conhecer o Código de Ética do Conselho Federal de Corretagem de Imóveis (COFECI), aprovado em 1992, o qual serve como diretriz para regulamentar o exercício da atividade. Ele apresenta de maneira sistematizado o que é esperado do profissional dentro do âmbito imobiliário.

Boas práticas passam pela ética inerente ao profissional

Conforme vídeo disponível em nosso canal no Youtube, para que uma transação imobiliária ocorra de maneira correta e legal, algumas boas práticas (e atitudes éticas) devem ser adotadas.

  • Entre elas destaco temas relacionados ao valor do negócio fechado, o qual deve ser o mesmo do valor declarado;
  • A transparência na due diligence também é de suma importância. Analisar toda a documentação do locador/vendedor, do locatário/comprador e do imóvel, a fim de que problemas possam ser resolvidos antes da conclusão da negociação.
  • Também ressalto a importância de proteger e honrar a profissão do corretor, zelando para que eles sejam licenciados junto ao CRECI. Afinal, a função desse órgão é justamente disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão em todo o território nacional.
  • E quando se fala de um negócio efetivamente fechado, é de suma importância a emissão da nota fiscal para que todos os impostos sejam pagos e que os órgãos responsáveis possam fiscalizar.
  • Outro ponto levantado diz respeito à autorização para a comercialização dos imóveis. Aqui cabe uma observação necessária: não se pode simplesmente divulgar um imóvel para locação ou venda sem a prévia autorização do proprietário ou da empresa (seja por meio de contrato ou carta de autorização). Infelizmente essa prática incorreta tem ocorrido com certa frequência no mercado imobiliário, e isso prejudica toda a cadeia de trabalho, além de comprometer a visão sobre outros corretores e imobiliárias que realizam seu trabalho de maneira ética.
  • Outro ponto a ser mencionado é em relação à eliminação de intermediários indevidos no momento da negociação para a venda ou locação do imóvel. Aqui destaco o quanto é importante que isso seja feito de uma forma transparente, sem “troca de favores ou lobby”. O mercado imobiliário não precisa disso.

Como bônus a essa reflexão, relaciono ainda o plágio descarado que a internet nos possibilita tomar conhecimento. Infelizmente, a prática desonesta de “copiar e colar” fotos, textos, propagandas e anúncios de concorrentes, alterando apenas o logo da empresa e distribuindo esse material nos mesmos canais de comunicação, tem sido bastante comum. Isso é crime. É grave.

Outra prática ilegal e desonesta que o mercado imobiliário tem enfrentado é no roubo de leads. A era digital abre muitas possibilidades de trabalho e alcance, mas também oferece ao mercado certas deslealdades que precisam ser combatidas e fiscalizadas.

E mais: precisam ser valorizadas pelos clientes que desejam trabalhar com empresas de consultoria imobiliária honradas e éticas, que possuem uma cultura transparente. Para conhecer 7 razões para a ter a RealtyCorp no seu próximo negócioclique aqui.

Considerações finais

A pandemia causada pela Covid-19 trouxe uma série de desafios ao mercado imobiliário, mas talvez também tenha contribuído para mostrar ao mercado quais empresas de consultoria imobiliária foram capazes de se mostrar sérias, atuantes e resilientes em relação à crise econômica e da saúde.

O mercado imobiliário só tem a ganhar se adotar boas práticas e, sobretudo, se dispor de profissionais com conduta ética nas relações comerciais. Assim, teremos uma concorrência mais justa e transparente e o cliente final estará melhor assistido.


Texto escrito por: Alan Roger, sócio Diretor da RealtyCorp.

Fundou a RealtyCorp Consultoria Imobiliária no final de 2013, atuando desde então como diretor de investimento e de novos negócios. Com 16 anos de experiência no mercado de corporate real estate, representou e ainda representa grandes corporações nacionais e multinacionais em transações de locação, venda e compra, consultoria em investimentos imobiliários, projetos de Sale & Leaseback, projetos de Built-to-suit, avaliações de portfólio imobiliário e projetos de desenvolvimento imobiliário. Formado em Administração de Empresas pela Universidade Bandeirantes, possui curso de Técnicas Militares pela Polícia Militar do Estado de São Paulo e  Especialização em Direito Imobiliário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), com conhecimento especializado em Legislação Imobiliária Local e em Operações Típicas de Ocupação no Brasil, além do curso Técnico em Transações Imobiliárias, inscrito ao CRECI sob nº 73.991.

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