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Nesta reta final de 2022, a poucos dias do fechamento do 3º trimestre do ano, as incertezas da economia têm deixado os players do mercado imobiliário ressabiados.

As consequências trazidas pela pandemia ainda pairam no ar. Entretanto, há (também) boas notícias chegando. Uma delas, da CNN Brasil (26/09) aponta que o mercado revisou novamente as expectativas para o cenário econômico do país.

De acordo com o Boletim Focus do Banco Central (BC) desta semana, pela 13ª semana consecutiva, o documento divulgado prevê redução da inflação de 2022 no Brasil. Está em 5,88% agora ante projeção de 6% da semana anterior.

Embora pareça pequena, em se tratando de expectativa econômica, não é. E reverbera em todos os setores. Vale lembrar, ainda, que são 13 semanas consecutivas de queda. Isso sinaliza a possibilidade de uma economia mais otimista para 2023. 

Enquanto prevê alívio maior nos preços, o mercado financeiro projeta um crescimento da economia de 2,67%. Na semana anterior, a expectativa do PIB brasileiro para este ano era de 2,65%. 

Já a taxa básica de juros da economia, a Selic, é outro indicador que deve seguir em estabilidade. Os 13,75% de 2022 devem se manter estáveis, segundo as apostas do mercado. 

Na semana passada, o Banco Central manteve a taxa nesse patamar, indicando fim do ciclo de aperto monetário. 

Em nota ao Valor Econômico (21/09), o colegiado informou:

No cenário de referência, a trajetória para a taxa de juros é extraída da pesquisa Focus e a taxa de câmbio parte de US$ 5,20, evoluindo segundo a paridade do poder de compra (PPC). O preço do petróleo segue aproximadamente a curva futura pelos próximos seis meses e passa a aumentar 2% ao ano posteriormente.

Valor Econômico

Novos investimentos do setor imobiliário em São Paulo apontam futuro promissor

As taxas de juros, como IPCA ou INCC, o crescimento ou retração do PIB, as oscilações da Selic. Tudo isso é importante para os investimentos do setor imobiliário.

A estabilidade que tem ocorrido, no entanto, abre possibilidades para novos investimentos. E é claro que as incorporadoras estão atentas. A exemplo disso, podemos citar o novo projeto imobiliário da Zona Leste de São Paulo. 

Em breve, a região ganhará eixo corporativo bilionário com centro de convenções, torre gastronômica, hotel, hospital, salas comerciais e apartamentos.

O projeto em questão é o Radial III, com entrega prevista para 2027. O empreendimento terá o maior teatro da cidade, com 4 mil metros quadrados e 1560 assentos. 

O complexo multiuso ocupará um terreno de 17 mil metros quadrados, com 160 mil metros quadrados de área construída. 

Quem está à frente desta construção é a Porte Engenharia. Vale destacar que a incorporadora já construiu o maior prédio da cidade, o Platina 220. 

De acordo com notícia da Exame (agosto/2022), o empreendimento terá ainda 11 salas de cinema, entre elas 4 salas VIPs e uma temática, com 6,7 mil metros quadrados, operadas pelo grupo Cinépolis.

Haverá, ainda, um centro de convenções com 15 salas e capacidade para 6 mil pessoas, hotel com 246 quartos, torre gastronômica de cinco pavimentos, um hospital, lojas, salas corporativas e apartamentos residenciais.

O projeto é o sexto lançamento do Eixo Platina, idealizado pela Porte. O novo eixo urbano incluirá 11 empreendimentos, que juntos somam 400 mil metros quadrados de área construída.

Novos investimentos versus cautela do setor

Se por um lado os grandes players e incorporadoras não estão deixando de investir e aquecer o mercado, por outro, há de se considerar a viabilidade de cada decisão imobiliária.

Artigo da jornalista Chiara Quintão no Blog UBlink Mercado (agosto/2022), analisa que a interrupção dos aumentos de boa parte das matérias-primas utilizadas na construção torna o ambiente de custos mais previsível para as incorporadoras.

Isso, claro, tende a se refletir em margens menos pressionadas neste semestre. Ainda assim, ela destaca que as empresas com foco nos padrões médio e alto seguem cautelosas.

A exemplo disso, a incorporadora Cyrela continua a apresentar empreendimentos, por ter expectativa de boa velocidade de vendas em relação a produtos diferenciados e com boa localização.

De acordo com Raphael Horn, copresidente da empresa, “se o cenário piorar muito, eles terão de rever lançamentos”. Contudo ele acrescenta que torce pela queda dos juros – e temos visto essa tendência de queda acontecer.

Outro fator de destaque é a taxa de vacância do mercado imobiliário de São Paulo – que também segue diminuindo. Para saber mais, consulte o RealtyCorp Analytics (dados do 2T 2022) disponível no blog da RealtyCorp. 

Fato é que o cenário descrito anteriormente aponta um norte: sinaliza que a economia está otimista para 2023. Além disso, logo traremos novos dados e análises no RealtyCorp Analytics (com dados do 3T 2022). Eles certamente ajudarão a entender os novos rumos e números do setor – e como reagir às expectativas que se aproximam.


Texto produzido por: Renan Prado, consultor de negócios da RealtyCorp.

Com mais de 12 anos de experiência na área financeira, atuando no mercado de varejo/comércio e indústria, Renan Prado possui, ainda, vasta atuação na tesouraria de uma multinacional em Curitiba.Também dispõe de amplo conhecimento das operações de câmbio e captação de recursos. Além disso, se destaca pelas habilidades de negociação e comunicação direta com os principais players do mercado e bom relacionamento com grandes bancos. É formado em Gestão Financeira pela universidade UniCuritiba e atua na RealtyCorp desde o início de 2022.

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