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Adentramos o 3º trimestre do ano e logo teremos os dados atualizados e disponíveis no RealtyCorp Analytics do 4T/2022 (resultados do 3T 2022), para entender e fazer novas análises do mercado de escritórios. 

Vale lembrar que em artigo recente no blog da RealtyCorp, falamos sobre o otimismo que o setor imobiliário tem recuperado. Com isso, incorporadoras e grandes players têm feito suas “apostas” em novas construções e investimentos corporativos. Para saber mais, leia: Taxas de juros ‘estáveis’ indicam tendência de queda; oportunidades surgem para o setor imobiliário

O que vimos no 2T/2022 no mercado de escritórios de São Paulo foi a queda da taxa de vacância – que segue diminuindo. 

Quanto à ocupação de escritórios, ela cresceu pelo 4º trimestre consecutivo (Classes A e A+) e pelo 3º trimestre consecutivo (Classes A+, A, B e C).

A absorção líquida também se destacou ao alcançar o resultado de 38.000 m² positivos (Corporate Classes A+, A, B e C).  

Cenário econômico apresenta estabilidade

Como mencionado anteriormente, o mercado de escritórios tem vivido um cenário mais otimista. Ainda que não tenha se recuperado por completo destes últimos dois anos e meio de crise sanitária, os números são melhores que outrora.

A exemplo da melhora da economia e, por consequência, da visão do setor imobiliário, notícia recente do portal Info Money (10/10), apontou que o mercado mantém a expectativa de queda para a inflação de 2022. 

Trata-se da décima quinta semana consecutiva de queda na projeção para o IPCA. Além disso, a projeção de alta para o PIB foi mantida em 2,70%.

Segundo as instituições financeiras consultadas semanalmente pelo BC, a expectativa para o IPCA deste ano passou de 5,74% há uma semana para 5,71%.

Já a projeção de alta do PIB estacionou em 2,70% para este ano, mas subiu de 0,53% para 0,54% em 2023.

As expectativas para a taxa de juros básica, a Selic, foi mantida em 13,75% para este ano (16 semanas de estabilidade); 11,25% para 2023 (cinco semanas) e em 8% para 2024 (11 semanas).

Esses índices em queda ou relativa estabilidade apontam a melhora das expectativas, o que é importante para aumentar a confiança nos investimentos do setor imobiliário.

Panorama dos últimos meses

A cidade de São Paulo possui hoje 11,704 milhões de m² locáveis de escritórios em edifícios Corporate (lajes corporativas) e 5,065 milhões de m² locáveis de escritórios em edifícios Office (pequenas salas comerciais). Isso totaliza o volume de 16,769 milhões de m² em edifícios de escritórios na cidade paulista (conforme o RealtyCorp Analytics do 3T/2022 com dados do 2T).

Do estoque total, 15,68% estão em edifícios Corporate A+, 12,61% em edifícios Corporate A e 41,40% em edifícios Corporate Classes B e C (chamado de Outros); essa somatória totaliza 69,69% de escritórios Corporate; sendo que, os 30,31% restantes estão em edifícios de escritórios chamados de Office.

Quando olhamos para a taxa de vacância do setor de escritórios, no universo Corporate Classes A+, A, B e C, ela reduziu trimestre a trimestre.

Era 21,22% no 1º trimestre de 2022; no 2º trimestre caiu para 20,80% e agora está em 20,63% (3T/2022). Embora pequena em porcentagem, significa muito em metragem quadrada dado o volume total da cidade, que corresponde a mais de 11 milhões de m² de escritórios corporativos.

A absorção líquida apresentou resultado semelhante neste 3T em relação ao 2T/2022. Foram mais de 45 mil m² de novas absorções de espaços. No 2T também foram pouco mais de 45 mil m² (Corporate todas as classes).

No universo de edifícios Corporate A e A+, a vacância foi um pouco menor, o que é bom. Já a absorção líquida menor nos dados do 3T apurados até o momento significa retração do setor neste trimestre.

No 1T/2022 a taxa de vacância era 22%; no 2T/2022 fechou em 21,41% e neste 3T/2022 apresenta 22,41% (esses resultados ainda não foram homologados).

Quanto à absorção líquida, o resultado do 1T foi de 24 mil m², no 2T foi positiva em mais de 5 mil m², fechando em 29 mil m²; agora no 3T foram foi menor: reduziu para 22 mil m² de novas absorções de espaços. Apesar da redução, o mercado continua entregando. 

O que esperar do mercado imobiliário nesta reta final de 2022

Quando comparamos o 2º trimestre de 2020 – a eclosão da pandemia – com o 2º trimestre de 2022, percebemos um aumento na taxa de vacância. 

Mudou de 14,16% (2T/2020) para 21,41% (2T/2022), no universo de edifícios Corporate Classe A e A+.

No universo de edifícios Corporate Classes B, BB e C, também houve aumento. Mudou de 15,06% (2T/2020) para 20,33% (2T/2022).

Contudo, com a volta dos colaboradores aos escritórios, a retomada do setor tem sido cada vez mais acentuada. O home office vai continuar sendo realidade, mas já não é a primeira opção dos colaboradores.

Para se ter ideia desse aquecimento nos espaços físicos de trabalho, uma pesquisa recente da Microsoft apontou que “passar tempo de qualidade com os colegas de equipe” é o principal argumento para convencer os funcionários a voltarem para o escritório com maior regularidade.

A pesquisa foi respondida por 20 mil trabalhadores em 11 países diferentes. Para 84% dos respondentes, a promessa de socializar com os colegas de trabalho é importante para criar laços com as equipes.

Ou seja, o relacionamento interpessoal – tão afetado pela pandemia – volta a ser fator decisivo para o home office perder sua potência. 

Para ficar por dentro de todos os resultados e análises do mercado de escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e setor industrial, aguarde o RealtyCorp Analytics do 4T/2022 (resultados do 3T 2022). Ele será disponibilizado na próxima semana. Até lá!


Texto produzido por: Redação RealtyCorp

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