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Ao contrário do 1º trimestre do ano, fraco no mercado de escritórios de São Paulo e Rio de Janeiro, o setor industrial segue performando muito bem – dando sequência ao ritmo que engatou ao longo da pandemia, crescendo e entregando muitos empreendimentos nestes últimos três anos. Para conferir o RealtyCorp Analytics completo do 2T/2023 (dados do 1T/2023), clique aqui.

Embora o setor industrial tenha desacelerado o ritmo do crescimento em 2022, as entregas continuam acontecendo. Foram entregues 338.476m² em todo o País, sendo 39% no estado de São Paulo (133.345m²).

Mesmo com todo esse novo estoque, a vacância caiu tanto nacionalmente (de 11,08% para 10,57%) quanto em São Paulo (13,18% para 11,95%).  

Essa queda na vacância se deve à grande absorção líquida no trimestre: foram 459.328m² em todo Brasil – 70% disso (325.503m²) apenas no estado de São Paulo. Nada mais nada menos do que seis empreendimentos A+ tiveram absorções acima de 40.000m²:

  • GLP Guarulhos II: 55.252m² ocupados pela Shein;
  • DVR – Porto Feliz: 52.577m² ocupados por três empresas, entre elas a LocaEspaço;  
  • Centeranel Cajamar: 51.572m² ocupados pelo Grupo SC Medicamentos;
  • BRPR – Cajamar I 48.784m² ocupados por duas empresas, destaque para o Grupo Antilhas;
  • Citlog Viracopos: 41.199m² ocupados por Coopercarga e DB Schenker;
  • Condomínio Gaioli: 41.000m² ocupados pela AGCO do Brasil – Soluções Agrícolas. Essa transação foi uma pré-locação no 3º tri/2022.

Se quase toda a absorção líquida do trimestre se deu no estado de São Paulo, quando olhamos a absorção bruta, apesar do maior mercado do país ter apresentado 554.884m² em negócios fechados, a proporção em comparação com o país todo é menor – 60%. Foram transacionados 914.353m² em todo território nacional no 1º tri de 2023.

A média atual dos preços pedidos de locação para todo o estado de São Paulo subiu 2,18% em relação ao trimestre anterior: R$ 24,78/m² quando consideramos imóveis A/ A+ . O mesmo número considerando o país inteiro é de R$ 23,81/m².Os preços médios pedidos de locação subiram em todas as 7 regiões do estado paulista (Régis Bittencourt, Castelo Branco, Bandeirantes/Anhanguera Fernão Dias, São Paulo-Capital, Dutra SP e Anchieta/Imigrantes), conforme tabela abaixo:

O eixo Bandeirantes/Anhanguera possui o maior estoque de condomínios industriais e/ou logísticos do estado paulista, com 7,789 milhões de m² locáveis (todas as classes). Isso representa 46,06% do estoque total do estado.

A taxa de vacância do eixo encerrou o 1T/2023 em 13,52%, bem menor que a vacância do trimestre anterior, que foi de 15,48% (4T/2022), resultado positivo para o setor.

Quando olhamos para a absorção líquida, o índice teve um resultado positivo e maior que o trimestre anterior: fechou em 152 mil m² (1T/2023) ante 76 mil do 4T/2022.

A atividade construtiva é outro destaque interessante: alcançou mais de 1 milhão de m² no 1T/2023 ante 666 mil m² do 4T/2022.

Para conferir todos os dados detalhados, consulte o RealtyCorp Analytics do 2T/2023 (dados do 1T/2023).


Texto escrito por: Marcos Alves, Sócio-Diretor da RealtyCorp.

Marcos Alves é sócio fundador da RealtyCorp e atualmente é o Diretor de Locações da empresa. Possui 20 anos de experiência em Corporate Real Estate, período em que desenvolveu e participou de vários negócios e projetos relacionados à Desmobilização de Portfólios, Investimentos Imobiliários, Incorporações, Gerenciamento de Contratos, Representação Corporativa e, mais recentemente, se especializou na análise do comportamento do mercado de escritórios das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Iniciou sua carreira na área imobiliária em 2000 na CBRE, já em 2004 participou ativamente da fundação da Ocupantes onde foi sócio até 2013 e em 2014 fundou a RealtyCorp. Analista de Sistemas, MBA USP em Real Estate, membro da Corenet Global e membro da Royal Institution of Chartered Surveyors (RICS) – MRICS.


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