Embora ainda estejamos vivendo as agruras da pandemia, temos de convir que esta fase talvez seja a melhor experimentada desde que fomos acometidos por esta crise sanitária. O momento é, sim, de otimismo e expectativas positivas para dias melhores – e mais próximos do que pensávamos outrora.
Em entrevista ao portal Exame em junho passado, o economista-chefe do banco BTG Pactual, Mansueto Almeida, disse que “o crescimento do PIB acima do esperado no primeiro trimestre mostra que a economia recuperou as perdas da pandemia muito antes do previsto e que o país pode entrar em um ciclo de desenvolvimento sustentado se aproveitar a janela de oportunidade para aprovar as reformas estruturais”.
Outra boa notícia é que o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) aumentou 1,3 ponto, para 82,2 pontos em julho, segundo notícia do Valor Econômico de 26/07.
E o elemento mais importante desta equação: a vacinação de combate ao novo coronavírus avançou no Brasil e tem trazido boas novas para as famílias, mercado de trabalho e economia brasileira.
Segundo o Portal Poder 360, o Brasil chegou, na última quinta-feira, 12/08, a 73,9% de adultos vacinados com ao menos uma dose. O percentual é superior ao dos Estados Unidos, que têm 71,5% da população vacinada com ao menos uma dose.
O estado de São Paulo, o maior centro comercial do Brasil, já vacinou mais de 89% da população (1 dose), pessoas acima de 18 anos, e mais de 67,98% (2 dose ou única). Com isso, quase 28% da população do estado já recebeu a vacinação completa.
Em entrevista à CNN Brasil em 26/07, o secretário municipal de saúde, Edson Aparecido, afirmou que a expectativa é avançar na imunização durante este mês de agosto.
Com isso já é possível observar que a maior parte da população, entre 30 e 45 anos, economicamente ativa, está em vias de poder “transitar” livremente pelas ruas e avenidas da maior cidade do Brasil, ajudando-a a retomar o crescimento.
Segundo dados oficiais publicados no site do Governo Federal, mais de 197 milhões de doses da vacina já foram distribuídas a todos os estados brasileiros e Distrito Federal.
Como será a retomada do crescimento econômico no país
O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de julho apresentou alta de 0,96%, 0,43 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de 0,53% registrada em junho. Essa é a maior variação para um mês de julho desde 2002, quando o índice foi de 1,19%.
Acompanhando o movimento da pressão inflacionária, a expectativa para a taxa básica de juros, a Selic, no final de 2021 acelerou de 6,75% ao ano para 7% ao ano, terceira alta consecutiva. Para o fim de 2022, a projeção para a taxa ficou mantida em 7% ao ano, após dois aumentos seguidos.
Há também a expectativa de que o PIB de 2021 cresça 5,29%. Se confirmado, esse desempenho positivo seria suficiente para recuperar a queda de 4,1% registrada em 2020.
O que isso reflete nos escritórios?
Em artigos anteriores, trouxemos alguns insights que o mercado imobiliário corporativo poderia atentar-se, aproveitando as salas comerciais fechadas e os funcionários trabalhando em casa. Também abordamos a possibilidade da criação de “Hub Regional” para atender os funcionários em outras partes da cidade e mais próximos de suas residências.
Independente das mudanças, adaptações ou reestruturações que as empresas e escritórios implementaram durante este período pandêmico, esta luz que se mostra no fim do túnel – com maior força do que há três meses – já reflete oportunidades reais de retomada e crescimento econômico e social.
O modelo híbrido vai continuar, assim como algumas empresas e negócios preferem a presença maciça de suas equipes nos escritórios. Alternar entre o home office e o ambiente formal de trabalho também será uma maneira de conter a Síndrome de Burnout.
Não apenas as pequenas empresas voltaram à sua rotina nos escritórios (para não quebrar seus negócios), como as grandes corporações do mercado (como bancos e empresas de tecnologia) também se mobilizaram e estão, aos poucos, voltando a ocupar seus espaços.
É claro que todas as medidas de segurança devem continuar sendo prioridade, mas por que não pensar no melhor à frente, diante do “melhor” cenário observado até agora?
Texto escrito por: Fernando Acédio, consultor de negócios da RealtyCorp.

Com 20 anos de experiência profissional em empresas privadas multinacionais, na área de Real Estate, Pesquisa de Mercado, Negociação de Imóveis (compra e venda), Negociação de Contratos de Locação, Busca de pontos/imóveis em todo o território nacional, Coordenação da 1ª pesquisa (50 pessoas) de áreas industriais (galpões, terrenos, fábricas) detectando novas demandas, ofertas e tendências de mercado realizado na Grande São Paulo.

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