No texto passado falamos dos efeitos da pandemia, do home office e do modelo híbrido que afetaram os empreendimentos corporativos no bairro do Leblon (clique aqui), e prometemos passar um panorama dos principais bairros corporativos de escritórios. Hoje vamos falar como essas situações colocaram a região Centro em evidência.
O que posso destacar?
CENTRO
O que foi possível observar é que região do Centro do Rio de Janeiro, entre o período de janeiro/2020 a junho/2021 ficou bem deserta. Empreendimentos AAA, AA e A chegaram a ter mais movimentações da equipe administrativa que propriamente dos locatários. No auge da pandemia tivemos em alguns empreendimentos apenas 2% de atividade.
Neste momento, o panorama é bem diferente. Com a vacinação em andamento, estimo entre 20% a 35% de atividade nos edifícios. O retorno é notório, mas ainda atrelado a um sistema híbrido.
O que mais marcou na região central foi passar pela Avenida Rio Branco e/ou Presidente Vargas em plena quarta-feira às 12h e não ter aquela dificuldade de caminhar por conta da densidade de pessoas neste horário. A rotina por lá, no horário citado, geralmente é do público se locomovendo para ir almoçar. Esse esvaziamento sinaliza como todas as lojas sofreram neste período.
O principal fator desta dificuldade é porque o Centro não tem um público residencial considerável, com isso nem o delivery conseguiu manter as atividades normais, e muitas portas se fecharam na fase mais crítica.
Estamos, sim, vivendo dias melhores. O prefeito da cidade está trabalhando fortemente no projeto Reviver Centro (clique aqui) e muitas empresas já entenderam que o modelo híbrido poderá ser mantido. Estão aproveitando para readequar seus ambientes de trabalho, tendo assim um escritório com espaçamento maior, garantindo uma estrutura física mais segura para seus colaboradores e com um conceito mais colaborativo.
Muitas matérias e pesquisas apontaram outros problemas que surgiram com o confinamento das pessoas. Entre eles a ansiedade, a depressão, o burnout e outros atrelados.
E quanto à redução de preço? Isso ocorreu?
Acho que teremos uma resposta semelhante para todos os bairros corporativos Classes A e B devido ao momento que passamos. Mas conforme citado no parágrafo acima, podemos dizer que o Centro sofreu mais do que o normal, já que muitas empresas decidiram sair de lá e ir, por exemplo, para o Leblon, reduzindo área de escritório. Elas consideraram como opção para seu negócio o fato de poder trabalhar perto de casa, e assim mantiveram o pessoal na prática home office.
Como já trouxemos em conteúdos anteriores, a absorção líquida foi negativa entre 2020 e 2021, mas como os proprietários firmaram bons contratos, ou seja, com multas pesadas, muitos trabalharam somente com desconto e/ou redução de área, e a tendência é o que os mesmos voltem nos próximos meses.
Acredito que ainda podemos ter surpresas em relação ao preço quando o mercado começar a divulgar os acordos firmados dentro deste período.
Abaixo um breve resumo dos valores da região do Centro:
• Escritórios Corporate, classes AAA e AA, nominal acima dos R$ 70/m²/mês;
• Escritórios Corporate, classes A e BB, nominal acima dos R$ 45/m²/mês;
• Escritórios Corporate, classe B e C, esse é o setor que mais sofreu neste período de crise da saúde, portanto, não existe um padrão por estarmos lidando com investidores pessoas físicas e/ou herdeiros em sua maioria que precisam dessa renda no âmbito pessoal.
Vale destacar que já começamos a ver grandes transações, que outrora estavam congeladas por conta da pandemia, saindo do papel.
Particularmente acredito que esta retomada irá beneficiar o mercado e os profissionais que o compõem e que, em breve, quem acompanha o trabalho da RealtyCorp poderá ter um norte das novas negociações e movimentações positivas do mercado imobiliário. Enquanto isso, sugiro que acompanhem nossos cases clicando aqui.
E caso tenha interesse em saber mais sobre a região, entre em contato comigo.
Texto escrito por: Carlos Calzavara – Diretor de Novos Negócios no Rio de Janeiro

Carlos Calzavara é formado em Administração de empresas e acumula mais de 8 anos de experiência no mercado imobiliário. No ano de 2018 assumiu o setor de novos negócios da RealtyCorp no Rio de Janeiro e Captou mais de 30 mil m² de lajes de escritório. Em 2019 fez transações relevantes no Edifício Ventura Corporate Towers.

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