RealtyCorp marca presença para celebrar aquecimento do mercado de escritórios corporativos
No dia 19 de fevereiro, todos os olhares do mercado imobiliário corporativo se voltaram para o 16° Buildings Exclusive, que nesta edição foi sediado no JK Square Corporate – edifício recém-entregue que encantou os mais de 350 players presentes. A RealtyCorp esteve presente, não apenas como sponsor e parceira, como um agente desta indústria, que se encontra aquecida – conforme nos mostram os dados do RealtyCorp Analytics (aqui e aqui).
O Buildings Exclusive é um evento para clientes da plataforma Buildings CRETool e parceiros, cujos encontros visam promover uma interação entre players do setor, debater os principais acontecimentos de escritórios e do segmento industrial, trazendo sempre inovações desta plataforma de dados de Real Estate, com a qual temos uma parceria longeva.
O evento começou com um café da manhã no edifício, que além de ser Triple A, conta com um heliponto e um restaurante, ficando estrategicamente localizado no Itaim Bibi, perto de grandes vias, como as avenidas Brigadeiro Luiz Antônio, Paulista e Faria Lima.
Após as devidas apresentações dos patrocinadores e apoiadores, o evento foi conduzido por Fernando Didziakas, Partner da Buildings, que apresentou um panorama do mercado em primeira mão, dividindo-o em duas frentes: Mercado Logístico e Escritórios.
Mercado logístico: mercado se encontra aquecido devido à queda na taxa de vacância e evolução na atividade construtiva
Essa indústria conta, atualmente, com 1.152 condomínios no Brasil, 39,3 milhões de metros quadrados entregues no 4T de 2024, 4,7 milhões de metros quadrados em construção e 28,8 milhões de metros quadrados em projeto. Ou seja, é um setor robusto e que movimenta de forma dinâmica a economia do País.
Didziakas foi enfático ao destacar que, no estado de São Paulo, os preços dos aluguéis subiram bastante, juntamente com uma queda contínua na taxa de vacância desde 2017 (à época, superior a 20% e, atualmente, com o anúncio de dados de 4T 2024, na casa dos 8,1%).
Esses dois fatores citados acima corroboram para um diagnóstico que estamos falando constantemente por aqui: após um tombo na pandemia e uma recuperação em 2022/2023, o nosso setor está reaquecido novamente e prosperando.
De acordo com Didziakas, o relatório apresentado destacou também um equilíbrio entre novo estoque e absorção líquida. No intervalo 4T 2024, considerando o mercado nacional, o primeiro indicador registrou 721.156 m² de novos espaços entregues para locação, ao passo que o segundo fechou com 682.661 m².
Ainda falando do mercado nacional, a atividade construtiva no Brasil registrou 4,7 milhões de metros quadrados no quarto trimestre de 2024, o maior índice dos últimos dois anos. Neste mesmo tri (4T 2024), foram registrados 39,3 milhões de metros quadrados de condomínio de logística no País. Além de ser o maior resultado desde 2013 (quando esse levantamento começou), Didziakas comemorou que este número quase dobrou em uma década.
Qual é o potencial do mercado logístico brasileiro?
Didziakas fez um paralelo com outros polos, como os Estados Unidos com 18 bilhões de square feet, 5 metros quadrados por pessoas e uma vacância de 6%; e o México com 60 milhões de metros quadrados e 0,47 m² por indivíduo.
Em seguida, o executivo exemplifica com o próprio Brasil, com 40 milhões de metros quadrados prontos, 4,9 milhões de m² em construção e 28,7 milhões de m² em projeto. Nosso país como um todo fica atrás do México em números, mas São Paulo em si (0,78 metros quadrados por pessoa) está acima.
“O mercado está entregando bastante e a taxa de vacância vem caindo consideravelmente. Tamanha é a demanda por aluguel neste mercado. O Estado de SP tem vacância caindo e preço subindo”, acrescenta Fernando Didziakas, Partner da Buildings. O executivo ainda destacou outros estados que são de alta relevância, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.
Rio de Janeiro: taxa de vacância em queda e absorção líquida em alta
Na segunda metade da apresentação, houve um momento especial para discutir o mercado de escritórios do País, iniciando pelo Rio de Janeiro. Atualmente com 5,5 milhões de metros quadrados em 661 edifícios Corporate e 3,6 milhões de metros quadrados em 709 edifícios Office.
Para Didziakas, a taxa de vacância é um copo meio cheio, considerando-se os dois universos. Segundo o índice, o índice vem caindo devido à absorção líquida em ascensão – isso é um mercado sem novo estoque é, sim, um bom indicador. Alguns destaques do mercado do Rio de Janeiro foram apresentados, como Vista Carioca, Centro Empresarial Arcos da Lapa e Manchete.
10 milhões de m² de escritórios ocupados em São Paulo
Já o mercado de São Paulo apresentou o seguinte cenário: são 1.646 edifícios Corporate, totalizando em 12,3 milhões de metros quadrados de estoque total; e 1.233 edifícios Office, em 5 milhões de metros quadrados, que somados fecham em 17,3 milhões de estoque total na capital paulista. A taxa de vacância em queda foi uma realidade para todas as classes (A, B e C).
De acordo com Fernando Didziakas, um novo estoque de 119.514,42 m² (no universo Corporate, nas classes A, AA e AAA) foi entregue no quarto trimestre de 2024, trazendo ainda sete exemplos de edifícios concluídos neste intervalo: Oscar dos Santos Emboaba, Arquipeo, Capote 210, Fidalga J. Safra Corporate, JMA Corporate Boutique, OPI – 07 e Inspira Itaim.
Absorção Líquida e Bruta em Alta no Mercado Imobiliário Corporativo de São Paulo
Dentro de Corporate A+ (A/AA/AAA), a absorção líquida em 4T 2024 foi de 98.717 m², ao passo que a absorção bruta ficou em 161.874 m². A área ocupada, em todas as classes (A+, A, B e C), foi de 10.084.773 m². “Pela primeira vez na história, chegamos a 10 milhões de metros quadrados ocupados em Corporate, considerando todas as classes. É importante comemorarmos”, destacou o executivo ao público.
Das 227 movimentações em 2024, apenas 12 reduziram a ocupação, o que equivale a 5%. O que se fala é que muitas empresas estão em estágio de flight-to-quality ou estão mirando o mercado de São Paulo. Esse foi o caso da Petrobras, que voltou para a capital paulistana com uma nova operação na Avenida Paulista.
O que se pode observar a partir desses índices é que os mercados imobiliários corporativos, tanto do Rio de Janeiro, quanto de São Paulo, têm muitos projetos promissores à frente, ao longo de 2025. A maior evidência disso é que a ocupação recorde, no período de 4T 2024, dentro da categoria Corporate (classes A, B e C), superando a marca histórica de 10 milhões de metros quadrados.
Perspectivas para o Futuro:

“Estamos muito otimistas para 2025, especialmente após um 2024 com grande volume de movimentações no mercado. A entrega de novos edifícios corporativos deve impulsionar ainda mais essa dinâmica. O que nos anima é que grande parte das empresas em expansão está dobrando de tamanho. Algumas regiões, como Faria Lima e Vila Olímpia, têm taxas de vacância abaixo de 10%. A expectativa é que os novos espaços sejam rapidamente absorvidos, demonstrando a força do mercado.”
Fernando Didziakas, sócio-fundador da Buildings.
“O mercado segue aquecido, com absorção líquida positiva e taxa de ocupação em crescimento. O ano de 2024 foi muito forte, e acreditamos que essa tendência continuará em 2025 e 2026. As regiões primárias estão bem ocupadas, o que tem impulsionado a demanda por regiões secundárias e terciárias. Esse movimento reflete toda a cadeia do setor, e nossa própria expansão comprova isso – dobramos de tamanho e ampliamos nosso escritório para acompanhar esse crescimento. O início de 2025 já se mostrou intenso, reforçando a expectativa de novos negócios e um ano extremamente dinâmico.”
Marcos Alves, CEO da RealtyCorp

Texto escrito por: Redação
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