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O mercado imobiliário corporativo brasileiro atravessa um momento de performance aquecida em 2026, com diferentes movimentos nos principais segmentos. Condomínios logísticos, escritórios no Rio de Janeiro e ativos corporativos em São Paulo apresentam sinais importantes de transformação. Os dados do RealtyCorp Analytics do segundo trimestre ajudam a dimensionar esse cenário.

Para analisar com precisão essas transformações, conversamos com Fernando Didziakas, sócio-diretor da Buildings, que oferece uma perspectiva analítica fundamentada no acompanhamento dos dados do setor. A conversa passou pela concentração de grandes locações logísticas, pela recuperação gradual do Rio e pela dinâmica dos escritórios paulistanos. O executivo também analisou os fatores que devem influenciar esses mercados nos próximos meses.

No segmento logístico, o estoque nacional alcançou 45,27 milhões de metros quadrados no segundo trimestre. A área ocupada chegou a 42,75 milhões de metros quadrados, enquanto a vacância recuou para 5,57%. Em 12 meses, quase 2,9 milhões de metros quadrados foram incorporados ao estoque, mas a ocupação cresceu aproximadamente 3,8 milhões. Esses dados estão no RealtyCorp Analytics – 2T 2026. 

Por que Mercado Livre e Shopee concentram grandes áreas logísticas?

A concentração de grandes contratos é um dos fenômenos que mais chamam atenção no mercado de condomínios logísticos. Segundo Fernando, Mercado Livre e Shopee passaram a ganhar protagonismo especialmente no período pós-pandemia.

“Em volume de transações, essas duas empresas têm um percentual relevante de tudo que acontece no Brasil, mas não é tão grande”, explica. Em metros quadrados locados, porém, o cenário muda: os dois grupos respondem por aproximadamente metade da área contratada no país em 2026.

O tamanho das operações ajuda a explicar essa concentração. A Shopee havia registrado uma transação de aproximadamente 220 mil metros quadrados, até o Mercado Livre anunciar uma pré-locação de 460 mil metros quadrados em Campinas. Para Fernando, uma única empresa ocupar quase meio milhão de metros quadrados em uma operação representa um volume expressivo para o mercado brasileiro. Os números dizem respeito a transações de 2026.

Apesar da concentração, o executivo ressalta que existe uma pulverização entre diversas empresas que continuam ocupando áreas logísticas. A diferença está na escala das operações realizadas pelos dois grandes grupos. O movimento reforça a força da demanda por espaços maiores e a relevância do comércio eletrônico para esse segmento.

Como o Rio de Janeiro e São Paulo refletem a performance aquecida do mercado imobiliário corporativo em 2026?

No Rio de Janeiro, os indicadores apontam para uma recuperação gradual do mercado de escritórios. A vacância chegou a 20,99% no segundo trimestre, abaixo dos 21,63% registrados no período anterior. A absorção líquida também avançou, passando de 26.377 para 29.276 metros quadrados entre o primeiro e o segundo trimestre (fonte: RealtyCorp Analytics – 2T 2026).

Para Fernando, o principal sinal positivo está na constância das locações observada nos últimos três anos. “Há uma constância em absorção de escritórios”, afirma. Segundo o executivo, esse movimento contribuiu para reduzir a vacância, que já chegou a 50%, para o atual patamar próximo de 20%.

Na cidade de São Paulo, a dinâmica é mais intensa. A vacância corporativa recuou para 14,72% no segundo trimestre, enquanto a ocupação ultrapassou 10,6 milhões de metros quadrados. A Faria Lima permanece como principal polo de atração, com volume de áreas alugadas superior ao dobro do segundo colocado, Pinheiros.

A região também registrou novas locações em mais de 30 edifícios durante 2026. Fernando destaca ainda o desempenho de Pinheiros, Chucri Zaidan e Paulista, cada uma com características específicas de estoque, novas entregas e demanda. A Faria Lima, porém, mantém posição de destaque e conta com mais de 100 mil metros quadrados em construção previstos para 2027.

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Quer acompanhar a performance aquecida do mercado imobiliário corporativo em 2026?

Os diferentes movimentos mostram que o mercado corporativo brasileiro apresenta oportunidades e desafios específicos em cada região e segmento. Enquanto a logística combina expansão do estoque com demanda elevada, Rio e São Paulo atravessam momentos distintos de recuperação e consolidação.

A RealtyCorp acompanha esses movimentos por meio de dados, análises e conhecimento especializado sobre o mercado imobiliário corporativo. Fale com nossa equipe para entender como essas transformações podem impactar seus próximos movimentos.


Texto escrito por: Redação RealtyCorp.

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