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A pandemia vivida em 2020 trouxe dificuldades e prejuízos a vários segmentos da economia. Contraditoriamente, também ofereceu oportunidades únicas de crescimento e expansão a alguns outros.

O mercado logístico é um destes que não apenas ganhou enorme destaque, como também se tornou a bola da vez. Como todos acompanharam, o setor se transformou ou reconfigurou numa grande opção para os investidores da área e nem por um momento sentiu os reflexos negativos da crise da saúde.

O recorde de absorção liquida positiva, de mais de 500 mil m², mesmo em meio à pandemia, é um claro medidor (positivo) da área. Aliado à taxa de vacância entre 15% e 16%, o que se pode esperar é ainda muito espaço para crescermos e apostamos nesse setor em 2021.

O mundo não parou (e não para nunca)

Com o significativo avanço das compras online e o sucesso do e-commerce e marketplaces em 2020, surgiu também um cliente mais “ansioso” pela entrega de sua encomenda em boas condições e mais rapidamente.

Quando uma compra é realizada de forma virtual, o processo logístico e o tempo de entrega do pedido é tão (ou mais) importante do que a própria encomenda. Exageros à parte, hoje, com a tecnologia tão desenvolvida, o mundo também ficou muito mais rápido.

Na crise vivida essa prática foi ampliada na vida de muitos consumidores e inserida na vivência de outros. E com um “agravante”: muitas delas esperam receber sua mercadoria com a mesma velocidade com que fazem suas compras.

E é justamente desta etapa final da entrega – do momento da compra até a chegada ao cliente – que faço alusão neste artigo. O last mile ou a “última milha” em português, deve estar no radar dos grandes players logísticos.

O que este futuro próximo nos reserva?

Cada vez mais o mundo se adaptará para que a demanda das pessoas seja atendida da forma mais rápida e com o melhor custo-benefício possível. Nem sempre foi assim, mas será daqui em diante. E esse histórico recente colaborou muito para isso.

O que virá depois deste conceito last mile? Quem poderá antever quais serão as novas exigências para o atendimento das demandas dos consumidores? Seriam entregas por meio de “carros voadores”?

Pensemos juntos!

Os condomínios logísticos deveriam estar equipados com esses novos meios de transporte? Eles teriam vantagem competitiva se estivessem localizados nas proximidades de aeroportos executivos aptos a receber a ida e a vinda desses “carros voadores”?

Tudo isso parece ser um sonho irreal? Ou algo para o próximo século? Não, necessariamente!

Tudo isso é uma realidade, já que o tal “carro voador” está em fase experimental de testes, com equipamentos fabricados pela Eve (Eve Urban Air Solutions, Inc), braço da EmbraerX, que tem o olhar voltado para uma nova fronteira no transporte com aeronaves inteligentes – já em parceria com a UBER mundial.

O futuro do deslocamento de pessoas e seus produtos de consumo mudará de patamar e o surgimento de novas tecnologias como UBER, AIRBNB, WAZE, AMAZON, IFOOD, WHATSAPP entre tantas outras, falam por si só.

Quem sabe o “próximo last mile” para os condomínios logísticos seja exatamente se localizar em áreas próximas a aeroportos executivos que poderão absorver as novas modalidades de transportes aéreos que mudarão o nosso conceito de voar?

Este assunto, claro, ainda tem outros desdobramentos e podemos falar sobre espaços, regiões e oportunidades em um outro artigo. Lembrando sempre que o futuro é logo ali.


Texto escrito por: Alcebíades Cavalcanti – Diretor de Industrial e Logística

Profissional sênior do segmento imobiliário logístico e industrial, com larga experiência no setor, habilitado a contribuir com o processo decisório corporativo, tendo exercido cargos de liderança e diretoria em empresas reconhecidas e respeitadas no mercado imobiliário corporativo como Ocupantes, Jones Lang Lasalle e Colliers International. Atuação em diversos processos de negociação e fechamento de negócios imobiliários em todo território nacional para companhias nacionais e multinacionais como Procter & Gamble (P&G), Adidas, WalMart, Mercedes Benz, Cetelem, EBM Incorporações S/A, Ciser, Vicunha Têxtil, Cosan, Philips, Unisys, Exterran, Rolls Royce, Aker Solutions, Halliburton, Comgás, Nestlé, BRF, Maersk, Atlas Schindler, ELOG, Faurecia, dentre outras.


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