O mercado imobiliário corporativo brasileiro apresentou movimentos distintos no terceiro trimestre de 2026. É o que mostram os dados do RealtyCorp Analytics.
A taxa de vacância de São Paulo aumenta, Rio de Janeiro tem novo estoque após 15 trimestres e ES se destaca em logística. Enquanto São Paulo registrou expansão do estoque e maior disponibilidade de escritórios, o Rio de Janeiro manteve sinais graduais de recuperação. Já os condomínios logísticos seguiram com demanda elevada e redução da vacância.
Os indicadores reforçam a importância de acompanhar as particularidades de cada segmento. As diferenças entre absorção, disponibilidade de espaços e atividade construtiva influenciam as estratégias de proprietários, investidores e empresas ocupantes.
Mercado corporativo de São Paulo: novo estoque pressiona a vacância
São Paulo encerrou o terceiro trimestre de 2026 com estoque de 12,71 milhões de metros quadrados, ante 12,54 milhões no trimestre anterior. A taxa de vacância passou de 14,69% para 14,81%, enquanto a ocupação avançou de 10,70 milhões para 10,83 milhões de metros quadrados. A absorção líquida também cresceu, de 95.975 para 136.594 metros quadrados, indicando uma demanda consistente por espaços corporativos.
Segundo Marcos Alves, CEO da RealtyCorp, a entrega de novos empreendimentos explica parte da elevação da taxa de vacância. “Tivemos uma entrega expressiva de novo estoque, concentrada principalmente nos empreendimentos Alto das Nações e Cyrela Corporate. Como grande parte dessas entregas ocorreu na classe A+, houve pressão sobre a taxa de vacância desse segmento”, analisa.
Nos escritórios corporativos, padrão classe A+, a taxa de vacância subiu de 12,92% para 14,62% entre o segundo e o terceiro trimestres de 2026. Na classe A, o indicador avançou de 12,47% para 12,53%. A atividade construtiva alcançou 225.707 metros quadrados na classe A+ e 128.947 metros quadrados na classe A durante o terceiro trimestre de 2026.
Apesar do aumento da disponibilidade, os preços pedidos de locação permaneceram estáveis, em R$ 90 por metro quadrado. Para Marcos Alves, a combinação entre absorção elevada e ampliação do estoque exige uma leitura cuidadosa dos indicadores. “Mesmo com o aumento da vacância, tivemos uma absorção líquida expressiva. O mercado continua absorvendo espaços, mas a entrada de novos empreendimentos altera temporariamente o equilíbrio entre oferta e demanda”, afirma.
Mercado corporativo do Rio de Janeiro: recuperação gradual e novo estoque
O mercado corporativo carioca encerrou o terceiro trimestre de 2026 com estoque de 5,50 milhões de metros quadrados. A taxa de vacância recuou de 20,97% para 20,74%, enquanto a ocupação aumentou de 4,35 milhões para 4,36 milhões de metros quadrados. A absorção líquida, porém, diminuiu de 30.164 para 25.074 metros quadrados.
Um dos principais destaques foi a entrada de novos espaços após 15 trimestres sem registro de novo estoque. Os empreendimentos Aliança da Bahia, Leblon Green e Visconde Corporate Boutique contribuíram para esse movimento. Ainda assim, a absorção líquida superou a variação do estoque total, reforçando os sinais de recuperação gradual do mercado.
“A recuperação do Rio de Janeiro continua lenta e gradual. A absorção líquida foi superior à entrada de novo estoque, e já observamos sinais de melhora nos preços pedidos de locação. É um movimento positivo e regular, mas ainda tímido”, avalia Marcos Alves.
Os indicadores também revelam diferenças entre os segmentos de maior padrão. Nos escritórios corporativos, padrão classe A+, a vacância caiu de 26,69% para 25,50%, enquanto, no padrão classe A, aumentou de 21,52% para 23,11%.
Condomínios logísticos: baixa vacância e Espírito Santo em destaque
O mercado de condomínios logísticos manteve o ritmo de expansão no terceiro trimestre de 2026. O estoque nacional alcançou 47,86 milhões de metros quadrados, ante 47,02 milhões no trimestre anterior. A taxa de vacância caiu de 5,55% para 4,92%, enquanto a ocupação avançou de 44,41 milhões para 45,50 milhões de metros quadrados.
A absorção líquida atingiu 1.065.685 metros quadrados, ligeiramente acima dos 1.061.792 metros quadrados registrados no segundo trimestre. Já a absorção bruta avançou de 1.468.928 para 1.601.833 metros quadrados. O conjunto dos indicadores demonstra a força da demanda diante da ampliação da oferta nacional.
“A taxa de vacância está abaixo de 10% desde 2023 e agora caiu para menos de 5%. Esse nível de disponibilidade pressiona os preços, especialmente quando a demanda permanece elevada. Se esse movimento continuar, a tendência é de manutenção dessa pressão sobre os valores de locação”, afirma Marcos Alves.
A atividade construtiva nacional corresponde a aproximadamente 12,5% do estoque existente, diante de cerca de 8% antes da pandemia. No estado de São Paulo, a vacância recuou e o preço pedido médio de locação avançou de R$ 31 para R$ 41 por metro quadrado. A atividade construtiva paulista equivale a 8% do estoque estadual, enquanto, no Rio de Janeiro, representa aproximadamente 4%.
O Espírito Santo se destaca pelo ritmo de expansão: a atividade construtiva corresponde a 25% do estoque estadual. Esse indicador sinaliza uma transformação relevante na oferta regional de ativos logísticos. A expansão exige atenção à localização, à absorção futura e ao equilíbrio entre novos empreendimentos e demanda efetiva.
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RealtyCorp Analytics: inteligência de mercado para decisões estratégicas
Os resultados do terceiro trimestre mostram que em São Paulo a taxa de vacância aumenta, o Rio de Janeiro tem novo estoque após 15 trimestres e ES se destaca em logística. Embora os segmentos apresentem dinâmicas distintas, a análise conjunta evidencia como a oferta, a ocupação e a atividade construtiva influenciam as oportunidades imobiliárias.
Para investidores, proprietários e empresas ocupantes, acompanhar esses movimentos é fundamental para identificar oportunidades, avaliar riscos e orientar negociações. Os dados do RealtyCorp Analytics são indicadores que contribuem para uma compreensão mais aprofundada do mercado imobiliário corporativo brasileiro.
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Texto escrito por: Redação RealtyCorp.
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