A alta performance do mercado logístico e a reação do setor de Escritórios no Rio de Janeiro foram destaques do 19º Buildings Exclusive, realizado em São Paulo. O evento reuniu profissionais para discutir os principais movimentos dos mercados de condomínios logísticos e escritórios. A RealtyCorp participou do encontro como uma das empresas parceiras da iniciativa da Buildings.
Fernando Didziakas, sócio-diretor da Buildings, apresentou dados sobre o comportamento dos diferentes segmentos imobiliários. O próximo encontro da Buildings será o Buildings Summit, marcado para 7 de outubro de 2026, no BTG Pactual Hall. – link para inscrição
O que explica a alta performance do mercado logístico e reação de Escritórios no Rio de Janeiro?
De acordo com Didziakas, o mercado brasileiro de condomínios logísticos reúne atualmente 1.397 empreendimentos. O estoque entregue soma 46,5 milhões de metros quadrados, enquanto 6,2 milhões estão em construção. A taxa de vacância chegou a 5,5%, mantendo trajetória de queda nos últimos períodos.
A absorção líquida alcançou 983.272 metros quadrados no segundo trimestre de 2026. No mesmo período, foram entregues 597.100 metros quadrados de novos espaços. Nos dois últimos trimestres, a absorção ficou próxima do dobro das entregas.
Esse movimento contribuiu para a redução da vacância e também impactou os preços médios de locação. O valor médio chegou a R$ 28,50 por metro quadrado, apesar de uma leve queda registrada nos últimos meses. Segundo Didziakas, os imóveis mais qualificados costumam ser os primeiros a serem locados.
São Paulo concentra aproximadamente 40% do mercado nacional de condomínios logísticos. O estado possui 571 condomínios, 22,5 milhões de metros quadrados entregues e 2,2 milhões em construção. Outros 8 milhões de metros quadrados estão atualmente em projetos.
Em 2026, foram registradas 472 transações no mercado logístico brasileiro. As operações somaram aproximadamente 6 milhões de metros quadrados, incluindo 59 pré-locações. São Paulo respondeu por 46% do volume de novas locações.
O interior paulista concentrou 95 operações, equivalentes a 1,05 milhão de metros quadrados. A saída leste registrou 816.160 metros quadrados, enquanto a saída ABC alcançou 257.037 metros quadrados. A capital paulista registrou 199.275 metros quadrados locados.
Shopee e Mercado Livre também tiveram participação relevante nas movimentações de 2026. Juntas, as empresas responderam por 15% das locações realizadas no período. Em área ocupada, porém, as duas companhias representaram 47% dos metros quadrados locados.
Como o mercado de escritórios está reagindo no Rio de Janeiro e em São Paulo?
O Rio de Janeiro apresenta 6 milhões de metros quadrados de área de escritórios no segmento corporate. São 563 edifícios prontos, 11 em construção ou retrofit e 14 empreendimentos em projeto. A taxa de vacância está em 24%.
A absorção líquida alcançou 30 mil metros quadrados, considerando imóveis das classes A, B e C. Somente os edifícios de classe A responderam por 20 mil metros quadrados dessa absorção. Entre as novas entregas está o Rythme Leblon, empreendimento triple A desenvolvido por meio de retrofit.
Em São Paulo, o mercado corporate reúne 13,5 milhões de metros quadrados de área. A cidade possui 1.661 edifícios prontos, além de 39 empreendimentos em construção ou retrofit e 23 projetos. A taxa de vacância geral está em 14,7%.
Entre os imóveis das classes A, AA e AAA, a vacância é de 12,6%. No segundo trimestre de 2026, foram entregues 70 mil metros quadrados de novo estoque. A absorção bruta alcançou 167.500 metros quadrados no período.
As principais regiões paulistanas também apresentaram mudanças relevantes nos indicadores de vacância. Faria Lima chegou a 6%, enquanto Pinheiros e Paulista registraram 7% e 6%, respectivamente. Chucri Zaidan alcançou 13%, e Chácara Santo Antônio chegou a 24%.
A atividade construtiva também ganhou destaque em regiões específicas da cidade. Chucri Zaidan conta com o Esther Towers (que será entregue ocupado), enquanto Pinheiros reúne projetos como Cyrela Towers e Pátio São Paulo. Na Chácara Santo Antônio, o Alto das Nações aparece entre os empreendimentos relevantes.
Os preços também acompanham o movimento de recuperação em algumas regiões. Na Faria Lima, o valor passou de R$ 195 para R$ 350, conforme os dados apresentados no evento. Para Didziakas, o momento de construir já chegou, considerando entregas previstas entre três e cinco anos.
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Os dados apresentados no 19º Buildings Exclusive mostram diferentes movimentos nos mercados de logística e escritórios. Absorção, vacância, preços e atividade construtiva ajudam a compreender as oportunidades de cada região. A RealtyCorp acompanha essas transformações para apoiar empresas em suas decisões imobiliárias.
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Texto escrito por: Redação RealtyCorp.
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