Nas últimas semanas, as maiores empresas de tecnologia do mundo — as chamadas Big Techs – inundaram os noticiários ao cortar mais de 62 mil postos de trabalho. Esse movimento de demissão em massa assustou muita gente, justamente por ter ocorrido em um período de apenas três meses, conforme notícia da CNN Brasil (21/01).
Ao longo de 2022, esses cortes representaram um aumento de 649% em relação ao volume de demissões do setor em 2021.
Para os especialistas do setor, as Big Techs experimentaram um cenário favorável nos últimos anos, quando a pandemia eclodiu – e por isso, expandiram seus espaços e contrataram muitos colaboradores – ampliando sua presença digital e física.
Vimos isso acontecer também no Brasil, mais especificamente na região da Nova Faria Lima, o coração financeiro de São Paulo.
Segundo notícia da Forbes (20/01), a alta dos juros norte-americanos é a principal justificativa para o quadro atual. Durante 2022, os juros referenciais avançaram praticamente do zero para um piso de 4,25% ao ano. E as projeções mais recentes dos analistas indicam que poderá haver novas altas. Os mais otimistas esperam um aumento de 0,5 ponto percentual, passando o piso para 4,75% ao ano.
Além disso, não podemos esquecer que as empresas de tecnologia são consumidoras vorazes de capital. Ou seja, elas têm uma grande necessidade de inovação. E isso as obriga a reinvestir seus lucros no aperfeiçoamento contínuo de produtos e serviços.
Contudo, os altos investimentos e o grande volume de contratações no início da pandemia já não refletem o cenário atual. Com a mudança da política monetária global para conter a inflação generalizada em praticamente todo o mundo, se tornou imprescindível equilibrar novamente a balança.
Oportunidades surgem em momentos de crise
Já dissemos isso noutros momentos e, por incrível que pareça, é possível repetir, agora, a máxima de que oportunidades surgem em momentos de crise.
Embora as demissões em massa sejam um quadro preocupante para os profissionais e para a economia, na outra ponta, oportunidades também estão no radar.
Seria como ver o navio corrigindo a sua rota, diante de um mar mais agitado, mas com terra firme à vista.
Esses cortes de funcionários trazem o setor tecnológico para patamares econômicos mais saudáveis. Prova disso são os lucros do último ano que se mostraram menores se comparados a 2020 e 2021.
Diante deste cenário, se desfazer de “pesos extras” é importante para manter a embarcação segura.
Localização, novos espaços e preços competitivos
Quando analisamos que as Big Techs estão localizadas nas principais regiões de São Paulo – mais especificamente na Nova Faria Lima – podemos considerar que proprietários de outras regiões podem se beneficiar, oferecendo oportunidades com melhor custo-benefício.
De igual maneira, outras empresas podem usufruir desses espaços vagos para ampliar suas operações, numa localização que outrora estava quase que completamente indisponível.
Vale lembrar que as demais regiões consolidadas de São Paulo oferecem empreendimentos corporativos tão bons quanto a Faria Lima, por exemplo. E detalhe: com custo de operação menor e preço de aluguel mais competitivo.
Neste momento de demissões de funcionários e devoluções de parte dos espaços, pelo menos duas oportunidades se destacam:
- Devoluções de espaços em regiões com pouquíssima vacância e preço alto;
- Disponibilidade em outras regiões com valores até melhores.
Vila Olímpia e Berrini, vizinhas da Faria Lima, por exemplo, podem entrar no radar de locação e com isso, movimentar o mercado imobiliário corporativo.
Por fim, mais não menos importante, a RealtyCorp conhece bem o andamento do mercado e está de olho nos negócios imobiliários que podem fazer a diferença para o seu negócio. Consulte-nos!
Texto produzido por: Renan Prado, consultor de negócios da RealtyCorp.

Com mais de 12 anos de experiência na área financeira, atuando no mercado de varejo/comércio e indústria, Renan Prado possui, ainda, vasta atuação na tesouraria de uma multinacional em Curitiba.Também dispõe de amplo conhecimento das operações de câmbio e captação de recursos. Além disso, se destaca pelas habilidades de negociação e comunicação direta com os principais players do mercado e bom relacionamento com grandes bancos. É formado em Gestão Financeira pela universidade UniCuritiba e atua na RealtyCorp desde o início de 2022.
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