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Há pouco mais de um ano, estávamos discutindo o futuro do mercado de trabalho. Se seria o modelo híbrido, 100% presencial ou 100% home office a prevalecer no futuro que se aproximava. Para conferir, acesse: Modelo híbrido, 100% presencial ou 100% home office?

Pois o futuro já chegou.

Três anos se passaram desde o início da pandemia de Covid-19 no Brasil, em março de 2020. De lá para cá, muitas coisas aconteceram. Boas e ruins.

Confinamento social rigoroso, escritórios, empresas e shoppings fechados, desemprego numa ponta e oportunidades na outra, saúde mental de profissionais comprometida, readequações de modelos de trabalho, crescimento de alguns setores – a exemplo do logístico e tecnológico, incertezas na economia, entre outras nuances.

Fato é que vivemos muita coisa.

Embora, oficialmente, a pandemia ainda não tenha nos deixado por completo, já faz alguns meses que temos experienciado dias mais tranquilos. A vida parece ter voltado ao curso normal, os profissionais ao trabalho presencial, os shoppings e parques aquecidos por pessoas que antes, só os viam vazios nas notícias de jornais.

E, por mais que o formato híbrido deva continuar, dada sua importância e desenvoltura, pesquisa recente aponta que o trabalho presencial ainda se mantém como o preferido das empresas no pós-pandemia.

E isso não é à toa.

Volta aos escritórios é tendência nas empresas

De acordo com matéria do portal Seu Dinheiro (01/04), entre novembro de 2022 e janeiro deste ano, o modelo híbrido — que intercala dias de trabalho presencial e a distância — cresceu 16,6% no país.

Esse dado é de um levantamento recente do Infojobs, plataforma de divulgação de ofertas de emprego.

As cidades que mais adotaram esse formato de trabalho, adivinhem, são São Paulo e Rio de Janeiro, os dois maiores polos comerciais do Brasil.

Segundo a pesquisa, o modelo híbrido representa apenas 2,48%, contra 94,82% das vagas ofertadas no formato totalmente presenciais.

Ou seja, de mais de 7 mil oportunidades ofertadas entre novembro de 2022 e janeiro de 2023, cerca de 3 mil anúncios eram para atuação integral nos escritórios das empresas.

Esta preferência das empresas na contratação presencial dos profissionais fortalece a prerrogativa de que o modelo é importante para manter viva a cultura empresarial, além dos vínculos próximos das equipes de trabalho.

Por mais que reuniões possam ser feitas via plataformas digitais e até de qualquer lugar com boa conexão de internet, o dia a dia no escritório – com olho no olho – ainda é muito importante para as pessoas.

Com isso, os escritórios voltam ao mais próximo da rotina vivida antes da pandemia eclodir.

A pesquisa também sinalizou que as posições totalmente remotas, tendência durante quase dois anos, representam apenas 2,7%.

O que virá pela frente

Ninguém duvida que o formato híbrido de trabalho deve predominar ou mesmo se opõe a ele – é funcional e dá um respiro aos colaboradores, sobretudo em relação a horas dedicadas no deslocamento – contudo, hoje já estamos inseridos numa outra realidade, diferente do período mais intenso da crise sanitária.

Por outro lado, cada empresa tem definido o melhor formato de trabalho e a melhor opção para o seu negócio e suas equipes. E, isso, claro, é uma ação saudável para os negócios.

Essa escolha – muitas vezes em conjunto – também deve ser vantajosa para os colaboradores, para que eles possam dar o melhor de si no trabalho, ao se sentirem seguros e valorizados nos ambientes corporativos.


Texto produzido por: Redação RealtyCorp

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