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Já trouxemos o resultado dos dados do 1º trimestre de 2023 do mercado de escritórios de São Paulo. Agora o Rio de Janeiro, mais especificamente para a região da Barra da Tijuca.

O setor imobiliário carioca começou a reagir contra os efeitos da pandemia ou o cenário permanece o mesmo de antes?

Os números do RealtyCorp Analytics do 2º trimestre de 2023 (dados do 1º trimestre de 2023) apontam que o estoque total de escritórios na Barra da Tijuca é de 1,232 milhão de m², o que corresponde a 266 edifícios (Corporate e Offices); 35,47% deste total é de edifícios Corporate e os outros 64,53% do estoque são formados por edifícios Office (pequenas salas comerciais).

Do estoque total, 10,42% são formados por edifícios Corporate Classe A+, 15,87% por edifícios Corporate A e 9,18% são edifícios Corporate Classes B e C (Outros). Isso totaliza 35,47% do estoque total em edifícios Corporate.

A Barra da Tijuca é formada, predominantemente, por edifícios Office de médio padrão. São 172 prédios, o que representa 795 mil m² de estoque total.

O bairro possui 41 edifícios de perfil Corporate Classes A e A+. Isso representa 324 mil m² de estoque total.

O mercado corporativo da Barra carrega um legado antigo: tem se caracterizado por possuir uma alta taxa de vacância há vários anos, principalmente após as Olimpíadas de 2016.

Apesar disso, a taxa de vacância na região, que era de 35,45% para todo o universo Corporate no 1º trimestre de 2020, sofreu redução no 1º trimestre de 2023, e agora está em 32,60%. Embora menor, ainda segue bem alta e cresceu em relação ao último trimestre – passou de 31,38% para 32,66% no universo Corporate A+/A.

Quando consideramos apenas os edifícios Corporate A+/A, a taxa de vacância caiu de 38,59% no 1º trimestre de 2020 para 32,66% no 1º trimestre de 2023, uma redução de 15%.

Como a vacância ainda é muito alta, é natural que alguns proprietários sejam extremamente agressivos nas condições comerciais, e nesse cenário algumas locações maiores acabam acontecendo, como, por exemplo, a locação da Unigranrio no Vivo Barra ou do Comitê Olímpico no One World Offices, que ocorreram em 2022.

A absorção líquida segue negativa há dois trimestres seguidos. No 1º trimestre de 2023, o mercado encolheu 4.778 mil m², enquanto no 4º trimestre de 2022 a absorção havia sido de -6.841 mil m² (Corporate todas as classes).

Para conferir todos os dados detalhados, consulte o RealtyCorp Analytics do 2T/2023 (dados do 1T/2023).


Texto escrito por: Marcos Alves, Sócio-Diretor da RealtyCorp.

Marcos Alves é sócio fundador da RealtyCorp e atualmente é o Diretor de Locações da empresa. Possui 20 anos de experiência em Corporate Real Estate, período em que desenvolveu e participou de vários negócios e projetos relacionados à Desmobilização de Portfólios, Investimentos Imobiliários, Incorporações, Gerenciamento de Contratos, Representação Corporativa e, mais recentemente, se especializou na análise do comportamento do mercado de escritórios das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Iniciou sua carreira na área imobiliária em 2000 na CBRE, já em 2004 participou ativamente da fundação da Ocupantes onde foi sócio até 2013 e em 2014 fundou a RealtyCorp. Analista de Sistemas, MBA USP em Real Estate, membro da Corenet Global e membro da Royal Institution of Chartered Surveyors (RICS) – MRICS.


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