A cidade de São Paulo continua a se destacar como um dos principais mercados de edifícios corporativos no Brasil, conforme os dados mais recentes do RealtyCorp Analytics para o quarto trimestre de 2024. O painel RealtyCorp Analytics mostra que a capital paulista possui 17.376.575 metros quadrados de estoque em escritórios, divididos entre edifícios corporativos (Corporate) e pequenas salas comerciais (Office).
Desse total, 12.295.969 metros quadrados correspondem a espaços Corporate, enquanto 5.080.607 metros quadrados estão alocados no modelo Office, representando 70,76% e 29,23% do mercado, respectivamente. O RealtyCorp Analytics também destaca a distribuição das classes de edifícios: 16,88% pertencem ao segmento Corporate A+; 13,13% à Classe A; e 40,75% são classificados como Outros (Classes B e C).
Absorção Líquida em alta: entenda o desempenho do mercado de escritórios corporativos de São Paulo em 2024
Durante o quarto trimestre de 2024, o mercado (Corporate + Office) registrou uma ocupação total de 14.649.954 metros quadrados, equivalente a 84,31% do estoque total e uma taxa de vacância de 15,69%. A taxa de vacância vem diminuindo trimestre a trimestre, portanto, desde o final da pandemia.
Outro indicador positivo foi a absorção líquida, que mede a diferença líquida de ocupação entre trimestres. No 4T 2024, a absorção líquida do universo Corporate foi de 117.222 metros quadrados, impulsionado principalmente pelo segmento Corporate A+. Esse segmento registrou um aumento de 39,66% na absorção líquida, passando de 56.530 metros quadrados no terceiro trimestre para, portanto, 78.953 metros quadrados no quarto trimestre.
Perspectivas positivas
Os números apresentados no painel RealtyCorp Analytics demonstram a resiliência e a dinâmica do mercado de escritórios de São Paulo, com destaque para a forte demanda por espaços de alto padrão (Corporate A+). Portanto, essa tendência reflete a recuperação econômica e a constante evolução do setor imobiliário na maior cidade do Brasil, consequentemente consolidando São Paulo como um hub estratégico para negócios e investimentos.
Desafios e mudanças na dinâmica de absorção
Apesar dos indicadores positivos, a absorção líquida apresentou uma desaceleração nas categorias A e Outros (B e C) dentro do segmento Corporate. Isso sugere um maior interesse de inquilinos dessas categorias para edifícios Classe A+. No entanto, essa tendência não pode ser confirmada com certeza devido à inclusão de novos estoques — obras concluídas e entregues, mas ainda não ocupadas — em todas as classes de Corporate: 86.906 metros quadrados em A+, 32.609 metros quadrados em A e 11.890 metros quadrados em Outros (B e C).
Entre outubro e dezembro de 2024, a atividade construtiva se manteve aquecida, com um total de 486.572 metros quadrados no segmento Corporate. Destes, 324.988 metros quadrados correspondem a edifícios Classe A+, 120.531 metros quadrados a edifícios Classe A, e 41.053 metros quadrados a edifícios Classes B e C.
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Taxa de vacância em queda: mercado de escritórios de São Paulo mostra sinais de recuperação
Outro destaque do relatório foi a taxa de vacância de todo o mercado (Corporate + Office), que atingiu 15,69%, o menor índice desde o início da pandemia. Esse resultado reforça a retomada positiva do mercado imobiliário corporativo em São Paulo, consolidando a capital como um dos principais polos para investimentos e expansão de negócios no Brasil.
Análise geral do mercado: mercado de escritórios corporativos em números – 4T 2024
No 4T de 2024, o mercado Corporate + Office registrou uma absorção bruta de 298.757 metros quadrados, cerca de 300 mil metros quadrados em transações. No entanto, houve uma leve desaceleração de 5,75% em relação ao trimestre anterior.
O quarto trimestre de 2024 foi produtivo para o mercado imobiliário corporativo de São Paulo, assim marcando o encerramento de um ano de retomada da demanda após o impacto da pandemia da Covid-19. Entre os destaques, registrou-se a maior absorção líquida do segmento Corporate A+ desde 2017, refletindo um aquecimento expressivo no mercado de aluguéis de alto padrão (AA e AAA).
Esse aquecimento está concentrado principalmente em regiões desenvolvidas, como Faria Lima, Nova Faria Lima, Vila Olímpia e Itaim Bibi, que continuam a atrair empresas em busca de localizações estratégicas e infraestrutura de excelência.
Rio de Janeiro e Industrial SP: desempenho do mercado imobiliário em 2024
Rio de Janeiro (RJ)
No 4º tri, taxa de vacância cai e absorção líquida melhora em 51%
O Rio de Janeiro é o segundo mercado mais promissor em termos de escritórios corporativos, mas ainda assim opera com proporções diferentes da capital paulistana. No quarto trimestre de 2024, a ‘Cidade Maravilhosa’ fechou a ocupação total em 7.389.636 m², quando olhamos para os universos Corporate + Office (todas as classes) – o que corresponde a 81,21% do estoque total (9.098.364 m²).
A taxa de vacância fechou em 18,78%, contra 19,35% no trimestre anterior, ou seja, houve uma melhora no cenário, ainda que ligeira. A absorção líquida foi de 47.027 m², um incremento de 51,74% se compararmos com os números de 3T 2024 (30.990 m²). Já a absorção bruta sofreu uma queda de 93.313 m² (3T) para 73.824 m² (4T) – um recuo de 21%.
Industrial
Interior de SP teve a menor taxa de vacância em 2024
No segmento industrial, a ocupação foi de 17.724.539 m², isto é, 91,89% do estoque total no interior do estado, que está em 19.288.067 m². Houve um ligeiro aumento na ocupação em relação ao terceiro trimestre (17.463.121). A taxa de vacância – em 8,11% – foi a mais baixa em todo o ano de 2024.
A absorção líquida fechou em 261.417 m², ao passo que a absorção bruta ficou em 495.006 m². Ainda sobre esse mesmo indicador, somadas as categorias A+ e A, houve uma desaceleração entre 4T, com 232.429 m², e 3T, fechando com 267.156 m². Ao mesmo tempo, em ambas as categorias, houve um aumento de 52% do novo estoque em relação ao trimestre anterior.
Texto escrito por: Marcos Alves, Sócio-Diretor da RealtyCorp.

Sócio fundador e Diretor de Operações e Marketing da RealtyCorp, Marcos Alves acumula mais de 22 anos de experiência no mercado imobiliário corporativo, com foco em análise de mercado de escritórios em São Paulo e Rio de Janeiro e expertise em galpões industriais e logísticos.Sua trajetória profissional inclui a fundação da Ocupantes em 2004, além de vasta experiência em projetos de desmobilização de carteiras, investimentos imobiliários e gestão de contratos. Formado em Análise de Sistemas, possui MBA em Real Estate pela USP e é Membro da Royal Institution of Chartered Surveyors (RICS) – MRICS.Fluente em Português, Inglês e Espanhol, Marcos também dedica seu tempo a projetos sociais na Comunidade Cristã da Zona Sul de São Paulo.
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