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O mercado corporativo no Rio de Janeiro encerrou 2025 com sinais consistentes de retomada. É o que certificou o RealtyCorp Analytics 4T 2025. De acordo com o estudo, a capital fluminense tem a ocupação liderada pelo setor público, movimento que redefine a dinâmica de demanda e risco. A absorção líquida positiva no quarto trimestre reforça essa tendência. O protagonismo estatal altera a leitura estratégica para investidores e proprietários.

Ao final de 2025, o estoque total atingiu 9.058.153 m², considerando “Corporate e Office”. A classe “Corporate Outros” concentra 41% do inventário. O segmento Office responde por 39%, enquanto o alto padrão soma 20%. A estrutura permanece estável, mas a ocupação evolui de forma seletiva.

No quarto trimestre, a absorção líquida foi positiva em 21.271 m². A absorção bruta alcançou 53.093 m², indicando atividade relevante de locações. Enquanto isso, “Corporate Outros” liderou a ocupação líquida, seguida por “Corporate A” e “Corporate A+”. A demanda mostrou-se distribuída entre diferentes padrões construtivos.

A vacância total recuou para 17,35%, somando 1.571.390 m² vagos. “Corporate A” apresentou a melhor redução proporcional no período. Não houve entrega de novo estoque, favorecendo o ajuste gradual. Os preços de locação avançaram em todas as classes.

Já “Corporate A+” fechou com média de R$ 91,39/m² e “Corporate A” atingiu R$ 58,00/m², enquanto “Corporate Outros” chegou a R$ 40,90/m². O pipeline está concentrado no alto padrão, com 100.429 m² em obras. Esse dado sugere aposta futura em ativos mais qualificados.

Por que o Rio de Janeiro tem ocupação liderada por setor público?

Ao observarmos a dinâmica do mercado corporativo no Rio de Janeiro notamos que a principal absorção do período foi protagonizada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. O MPRJ ocupou 14.970 m² no último trimestre analisado. Em segundo lugar aparece a NeoBPO, com 2.024 m². A diferença expressiva confirma o peso do setor público na sustentação da demanda.

Esse movimento indica estabilidade contratual e menor risco de crédito no curto prazo. Por outro lado, revela dependência relevante de orçamento público. Em ciclos de restrição fiscal, essa concentração pode gerar volatilidade. Para investidores, a leitura deve equilibrar segurança e diversificação.

Nos últimos 12 meses, o índice de preço pedido manteve-se estável. Isso demonstra que a valorização recente ocorre de forma controlada. A combinação de vacância em queda e preços resilientes sustenta a tese de recuperação gradual. Ainda assim, o perfil do ocupante molda a estratégia de longo prazo.

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Como a Zona Sul e a atividade construtiva influenciam esse cenário?

Na Zona Sul, o estoque soma 1.313.321 m². A região é dominada por “Corporate Outros” e salas comerciais. O alto padrão representa nicho restrito e praticamente ocupado. A vacância total encerrou o ano em 10,59%, patamar inferior à média da cidade.

Apesar de leve absorção líquida negativa no trimestre, os valores pedidos subiram. A média passou de R$ 65,12/m² para R$ 69,28/m². Isso indica valorização em área nobre, mesmo com rotação limitada. A oferta estática amplia o poder de barganha dos proprietários.

No campo industrial e logístico do estado, dois projetos estão em construção. O AQ³ LOG Queimados soma 71.283 m². O Bandeirantes II adiciona 41.889 m². Embora fora do eixo corporativo central, esses empreendimentos sinalizam confiança na economia regional.

A leitura consolidada mostra que o Rio de Janeiro tem ocupação liderada pelo setor público, com recuperação gradual e preços firmes. O desafio está na diversificação da base de inquilinos. Para decisões mais assertivas, é essencial analisar absorção bruta, líquida e perfil dos ocupantes.

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Texto escrito por: Redação RealtyCorp.

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