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Depois de anos de retração, o mercado de escritórios do Rio de Janeiro reage. A retomada é gradual, mas já perceptível nos empreendimentos de classes A e A+, especialmente na região central da cidade. A estabilização dos preços e a redução nas taxas de vacância desses ativos apontam para um novo ciclo de confiança.

Nos últimos anos, o setor sofreu com a recessão, a pandemia e a migração para o home office. O resultado foi uma queda acentuada no volume de transações e no valor dos aluguéis. Agora, com empresas voltando parcialmente ao presencial e a economia mais estável, o movimento se inverte.

Centro volta a ganhar relevância

O centro do Rio, que concentrou o impacto mais severo da vacância, começa a mostrar sinais de recuperação. O movimento conhecido como Flight to Quality – migração de ocupantes para edifícios de melhor padrão – se intensificou. Proprietários de empreendimentos de alto nível oferecem incentivos agressivos, como carência e descontos, para atrair locatários vindos de prédios mais antigos.

Segundo Carlos Calzavara, sócio-diretor da RealtyCorp responsável pelo mercado carioca, “o segmento premium estabilizou seus preços e voltou a receber consultas de empresas que buscam espaços modernos, bem localizados e prontos para ocupação”. Ele ressalta que a absorção bruta da região central tem se mantido em torno de 20 mil m² por semestre, o que reforça a leitura de um mercado em reorganização, não mais em retração.

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Novas oportunidades em meio à cautela

Apesar dos sinais positivos, o momento ainda pede cautela. O ciclo eleitoral previsto para 2026 traz incertezas, o que leva muitas empresas a adiar decisões de longo prazo. Ainda assim, a tendência é de estabilização – e, em alguns nichos, de leve valorização.

“Há uma retomada real, mas seletiva. Empreendimentos de classe B e C ainda enfrentam forte pressão de preços e precisam buscar alternativas, como o uso misto de imóveis ou parcerias com programas de revitalização urbana”, avalia Carlos Calzavara.

Projetos como o Reviver Centro têm se mostrado aliados importantes na atração de investimentos e na reconversão de edifícios ociosos. Essa estratégia já beneficia imóveis com vocação comercial que buscam novas formas de ocupação e rentabilidade.

O sócio-diretor também destaca que o perfil do locatário mudou. Empresas priorizam praticidade e flexibilidade, e espaços mobiliados ou adaptáveis ganham preferência. “Os imóveis prontos, com infraestrutura moderna, são os que têm fechado negócios mais rapidamente”, afirma.

O mercado de escritórios do Rio de Janeiro reage, e essa reação, embora lenta, é consistente. A cidade reencontra seu ritmo, e o setor corporativo volta a ter motivos para apostar na retomada.

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Texto escrito por: Redação RealtyCorp.

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