O mercado imobiliário corporativo em São Paulo entra em 2026 com perspectivas bastante construtivas. Vejo um ano marcado por maior dinamismo, seletividade e pressão por qualidade. A demanda segue firme, principalmente em ativos premium. O cenário aponta para um ciclo mais maduro e racional.
Recentemente, participei de uma reportagem do jornal Valor Econômico. Na entrevista, pude equilibrar, um pouco de retrospectiva (2025) com nossas projeções para 2026.
Mercado Corporate com grandes transações
Nos escritórios, minha expectativa é de continuidade da força em regiões como Faria Lima e Itaim. Há uma escassez real de espaços nessas áreas, o que naturalmente pressiona os preços. Esse movimento tende a se intensificar ao longo do ano. Empresas seguem priorizando localização e eficiência.
Temos visto grandes locações acontecendo com frequência maior. Bancos e empresas globais voltaram a fechar contratos expressivos, como Nubank e Wise. Também destaco XP e Uber, que ampliaram presença em empreendimentos de alto padrão. Esses sinais indicam um 2026 com muitas decisões estratégicas de ocupação.
Dessa forma, esse aquecimento está diretamente ligado à volta do presencial. Por isso, cada vez mais empresas retomam rotinas com maior presença nos escritórios. Isso amplia a necessidade de espaços bem localizados e preparados para o novo perfil de ocupação. Assim, a busca por ambientes modernos e alinhados ao bem-estar corporativo segue crescendo.
Ao mesmo tempo, acredito que o impacto vai além das regiões mais consolidadas. A demanda por qualidade tende a aquecer diferentes eixos da cidade. Regiões em transformação podem ganhar tração com novos projetos e reposicionamento. Em resumo, o mercado se expande, mas de forma mais criteriosa.
Um destaque importante para 2026 é a expectativa em torno da Chácara Santo Antônio. Por exemplo, a entrega do empreendimento Alto das Nações deve atrair atenção significativa. Outras entregas relevantes também são aguardadas na região. Consequentemente, isso pode redesenhar fluxos corporativos e abrir novas oportunidades de ocupação.
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Mercado de condomínios logísticos continua impulsionando o mercado em 2026
No segmento logístico, a tendência de crescimento permanece muito forte. O Brasil ainda tem muito espaço e terrenos disponíveis, além de demanda para absorver novos estoques. Vejo continuidade na elevação de preços trimestre após trimestre. O e-commerce segue como principal motor dessa expansão.
Especialmente na capital e no raio de até 30 quilômetros, a pressão de demanda deve sustentar valorização. Portanto, a logística se consolida como um dos vetores mais importantes do mercado corporativo. Em 2026, seguimos em um ciclo de crescimento, com ativos de qualidade no centro das decisões e preços em trajetória de alta.
Neste segmento, 2025 também foi um ano robusto. Mesmo com a entrega elevada de novo estoque no Estado de São Paulo, houve forte absorção. Nesse mesmo recorte, o volume líquido superou 1,58 milhão de m². A vacância caiu e os preços subiram mais de 14%. A ocupação se concentrou novamente em ativos A e A+. Isso prova que eficiência e especificação técnica também dominam o setor logístico.
Se 2025 consolidou a retomada, 2026 pode ser o ano da maturidade desse novo ciclo. Enfim, o cenário aponta para um mercado mais qualificado e otimista.
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Texto escrito por: Christofer Mariano, Diretor de Locação da RealtyCorp.

Há 10 anos no mercado imobiliário corporativo, Christofer Mariano teve passagem por empresas do setor de telecomunicações e multinacionais, atuando em projetos estruturais nacionais. Em 2016, integrou a equipe da Buildings, passando por diversas áreas da empresa, até se tornar líder da área de negócios em 2019. Na Buildings se especializou no mercado imobiliário e na principal plataforma de dados imobiliários, o CRE Tool, produzindo diversas análises, vídeos, entrevistas e relatórios de mercado, além de dar palestras e aulas para o setor. É formado em Gestão da Qualidade pela Faculdade Carlos Drummond de Andrade, e atualmente está concluindo a graduação em Economia.
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