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Já estamos na metade do mês de janeiro de 2023. O ano novo começa sempre com novos projetos, expectativas, desafios e preocupações. É assim na vida, no trabalho, nas relações interpessoais e nos negócios. É assim também no mercado imobiliário corporativo, que teve seus dissabores durante os meses mais intensos da pandemia, mas que provou resiliência e segue avançando. 

O que vivemos em 2022 e o que faremos em 2023 para termos resultados melhores?

A boa notícia é que os dados do fechamento do 4T de 2022 demonstram fôlego e consolidam a melhora do mercado de escritórios, em alguns indicadores, na cidade de São Paulo.

Como resultado, vimos o estoque total e o estoque ocupado do mercado de escritórios paulista aumentarem seu volume no universo Classe A/A+ (alto padrão) no 3T/2022 e 4T/2022.

O primeiro – estoque total – era 4,721 milhões de m² no 3T/2022 e chegou a 4,788 milhões de m² no 4T/2022.

O estoque ocupado era de 3,704 milhões de m² no 3T/2022 e alcançou 3,721 milhões de m² no 4T/2022.

Já a absorção líquida, como trouxemos em conteúdos anteriores e no último RealtyCorp Analytics, segue positiva. 

Agora no 4T/2022 ela alcançou o sexto trimestre consecutivo positiva, com resultado superior a 16 mil m². Embora menor que o 3T/2022 – que fechou em mais de 23 mil – reafirma a ocupação dos espaços comerciais. 

Além disso, chegou a 196 mil m² na somatória dos últimos seis trimestres. Esse resultado é muito bom para o setor.

Quanto à atividade construtiva, ela cresceu do 3T para o 4T/2022: saiu de 452 mil m² para 470 mil m². Ou seja, o mercado segue construindo e logo novos empreendimentos serão entregues ao mercado.

Movimentação e investimentos

Notícia do Estadão (27/12/2022) apontou que as incorporadoras estão buscando crédito em fundos especializados para driblar o ‘vácuo’ de financiamento das obras.

Embora o texto esteja voltado aos investimentos no setor imobiliário residencial, a lógica é a mesma para o mercado corporativo. 

Assim como os bancos só costumam entrar no financiamento dos edifícios residenciais após passado o período de maiores riscos, no corporativo os players também buscam segurança e taxas de juros mais interessantes e estáveis para investir em novos projetos.

Outra notícia do Valor Econômico (19/12/2022), apontou que o mercado de fusões e aquisições recuperou o vigor no segundo semestre de 2022, após um início de ano fraco, embora os valores envolvidos tenham caído quase pela metade. 

Segundo a matéria, em 2023 existe a chance de o volume de transações superar de 15% a 20% o total de 2022, a depender da melhora do ambiente de investimentos.

Os dados são de duas consultorias. 

Pesquisa da Kroll mostrou que, até novembro do ano passado, foram 1.389 operações em 2022, ligeiramente abaixo do mesmo período de 2021 (recuo de quase 6%). 

Já os dados da Dealogic apontaram que, no acumulado do ano até o mês de novembro, as fusões e aquisições totalizaram US$ 50,5 bilhões, com 909 operações. Em 2021, foram US$ 90,2 bilhões, com 922 negócios. No seu levantamento, a Dealogic considera as operações com valores divulgados.

Previsões do PIB e Selic geram preocupação

Não podemos esquecer, no entanto, que as taxas de juros, o crescimento ou retração do PIB e as oscilações da Selic (a taxa básica de juros da economia), são índices importantes para viabilizar (ou não) os investimentos do setor imobiliário.

Diante disso, a Selic merece toda a nossa atenção.

Notícia recente do Uol Economia (09/01), aponta que analistas consultados pelo Banco Central passaram a ver a taxa básica de juros mais alta em 2024 em meio ao aumento das expectativas para a inflação tanto neste ano quanto no próximo, de acordo com a pesquisa Focus. 

A pesquisa ainda não reflete possíveis mudanças após a invasão das sedes dos Três Poderes em Brasília no domingo, já que foi fechada na última sexta-feira. No entanto, são as primeiras projeções depois da posse do novo presidente eleito.

Ainda segundo o texto, o levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que as expectativas para a alta do IPCA em 2023 e 2024 subiram respectivamente a 5,36% e 3,70%, de 5,31% e 3,65% antes. 

Diante da pressão inflacionária, os analistas mantiveram a perspectiva de que a taxa básica de juros Selic encerrará este ano a 12,25%, ante patamar atual de 13,75%. Mas passaram a ver a taxa em 9,25% em 2024, de 9,0% antes.

De acordo com notícia do Money Times (11/01), os mais otimistas chegaram a apostar que a redução na taxa básica de juros começaria ainda no primeiro trimestre de 2023. 

No entanto, o Banco Central segue sinalizando que a Selic vai permanecer em um patamar alto por mais tempo do que o mercado gostaria.

O mais novo aviso veio na carta aberta para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, publicada na última terça-feira para justificar os motivos que levaram a inflação a fechar o ano de 2022 acima do teto da meta.

Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento foi ajustada em 0,01 ponto percentual para baixo para 2022, a 3,03%, e recuou 0,02 ponto para este ano, a 0,78%. Para o próximo ano permanece a projeção de um crescimento de 1,50%.

As especulações fazem parte da vida e dos negócios. Saber dosá-las é o grande desafio a ser superado neste novo ciclo. 

O mercado seguirá cauteloso e resiliente

Voltando à premissa do texto, não podemos esquecer, no entanto, que a recuperação que o mercado imobiliário corporativo protagonizou em 2022 é um fator de otimismo para o setor.

As especulações, para o bem e para o mal, fazem parte da vida e dos negócios. Saber dosá-las é o grande desafio a ser superado. 

Vale destacar, no entanto, que o resultado de seis trimestres consecutivos de absorção líquida positiva na cidade de São Paulo não é algo pequeno diante de tantos desafios enfrentados. Assim como outros indicadores do fechamento do 4T/2022. 

O que nos resta é continuar fazendo um bom trabalho, de olho nos investimentos e resultados que poderão contribuir para a retomada e avanço do setor.

Por último, mas não menos importante, desejamos um próspero e feliz ano novo a todos vocês!


Texto escrito por: Redação Realtycorp

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