Como já trouxemos em conteúdos recentes, a cidade de São Paulo é o maior polo comercial e industrial do Brasil. Atualmente possui 11,788 milhões de m² locáveis de escritórios em edifícios Corporate (lajes corporativas) e 5,073 milhões de m² locáveis de escritórios em edifícios Office (pequenas salas comerciais). Estes são os dados apurados do 4T/2022.
Na somatória do Corporate e do Offices são 16,862 milhões de m² de edifícios de escritórios.
Quando consideramos apenas o estoque total Corporate A e A+ (alto padrão), que são os edifícios mais cobiçados pelas grandes empresas, também por boa localização, preço de aluguel e infraestrutura, ele representa 4,788 milhões de m² locáveis.
Para entender se o mercado está crescendo ou retraindo – sobretudo após o período mais intenso da crise sanitária, que o deixou em maus lençóis com os escritórios fechados e grande parte dos colaboradores trabalhando de casa – dois indicadores são importantes: a absorção líquida e a taxa de vacância.
O primeiro indica crescimento ou retração da metragem ocupada dos espaços, trimestre a trimestre. O segundo se os espaços vagos na cidade têm sido ocupados ou não.
Retrospectiva: comparativo do setor de escritórios de alto padrão em 2021 e 2022
Os dados do 4T/2022 do mercado de escritórios Corporate A e A+ (alto padrão), acabaram de sair do forno. Com isso, já podemos ter uma ideia da performance completa do ano de 2022.
No 4T/2022, o resultado da absorção líquida foi positiva na cidade de São Paulo: foram mais de 18 mil m² absorvidos pelo mercado; lá no 4T/2021 o resultado foi mais expressivo: 93 mil m² de absorção líquida positiva.
Se comparados, o 4T/2022 representa uma perda de 80,65% em relação ao 4T/2021.
Já a taxa de vacância fechou em 22,26% no 4T/2022, praticamente igual ao 4T/2021, que foi de 22,36%.
No comparativo trimestre a trimestre, temos:

Conforme tabela acima, no 1T/2021, o resultado da absorção líquida foi negativo em mais de 47 mil m² na cidade de São Paulo. Ela já vinha de um resultado negativo dos últimos três trimestres de 2020 (como reflexo direto da pandemia).
No 2T/2021, ela também foi negativa: mais de 42 mil m². No 3T/2021 e 4T/2021 o mercado apresentou reação, fechando de forma positiva em 11 mil m² e 93 mil m², respectivamente (Corporate A e A+).
Quando iniciamos 2022, conforme tabela abaixo, o 1T/2022 também seguiu absorvendo novos espaços: a absorção líquida foi positiva em mais de 24 mil m². No 2T/2022 foi positiva em mais de 27 mil m². No 3T/2022 e agora no 4T/2022 foi positiva em mais de 23 mil m² e 18 mil m², respectivamente.
Na somatória dos quatro trimestres de 2021, a absorção líquida foi positiva apenas em pouco mais de 14 mil m².
Quanto à taxa de vacância, ela oscilou pouco ao longo destes últimos dois anos.
No 1T/2021 estava em 21,50%; no 2T/2021 aumentou para 23,40%, no 3T/2021 se manteve quase igual: 23,91%; e no 4T/2021 teve uma pequena redução: fechou em 22,36%.

Na somatória dos quatro trimestres de 2022, a absorção líquida foi positiva em mais de 93 mil m². De fato, o ano de 2022 trouxe resultados bem melhores para o setor de escritórios de São Paulo.
Quanto à taxa de vacância ao longo de 2022, ela começou o ano ainda acima de 20%: fechou em 22,14% (1T/2022); no 2T/2022 fechou em 21,55%. No 3T/2022 se manteve praticamente igual: 21,54%; e no 4T/2022 teve uma pequena redução: fechou em 22,26%.
O que vem pela frente
Agora que começamos o ano de 2023, precisamos ser cautelosos e aguardar o rumo que a economia tomará, a partir do novo governo eleito e das medidas e propostas que serão adotadas para estimular que os players façam novos investimentos no mercado imobiliário corporativo.
De qualquer forma, não podemos deixar de ser otimistas e considerar o quão resiliente o mercado imobiliário foi e tem sido desde que a pandemia começou.
Para conferir mais dados e indicadores do mercado de escritórios, aguarde o RealtyCorp Analytics do 1T 2023 com os dados do 4T 2022. Ele estará disponível em breve.
Texto escrito por: Redação Realtycorp
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