Como já trouxemos em conteúdos anteriores, o setor logístico e industrial está em evidência no Brasil e em São Paulo desde o início da pandemia. Além disso, alcançou resultados expressivos justamente no período mais intenso da crise sanitária.
De lá para cá, mantém-se em constante crescimento, embora com resultados menores que antes. Seja como for, segue aquecido.
A exemplo disso, o setor logístico foi um dos temas de destaque na 13ª edição do Buildings Exclusive 2023, ocorrida em São Paulo no início de novembro (08/11). O evento contou com a participação ativa da RealtyCorp. Para saber mais, leia artigo: Panorama do mercado imobiliário: insights da 13ª edição do Buildings Exclusive 2023
De acordo com os números apresentados no encontro, atualmente o Brasil possui 966 condomínios logísticos prontos, o que equivale a 33,8 milhões de m² entregues. Além disso, a atividade construtiva representa 4,2 milhões de m². E ainda há mais 21,7 milhões de m² em projeto.
Uma das evidências do aquecimento do setor no Brasil, aparece no total de novos empreendimentos – 10 condomínios adicionados ao mercado no 3T de 2023. Isso representa quase 752 mil m² de novo estoque.
Apesar das novas entregas, a taxa de vacância caiu no 3T de 2023 – alcançou apenas 9,1% no Brasil, a menor da série histórica. Isso consolida o bom momento, atestando que as empresas têm tido demanda para absorver essas entregas.
Outros indicadores importantes
Quanto à absorção líquida, um dos principais indicadores de crescimento ou retração do mercado, o resultado do trimestre foi novamente positivo para condomínios: 677 mil m² no Brasil todo.
Na região Sudeste foram 418 mil m² de absorção líquida positiva; e 341 mil m² desta fatia corresponde apenas ao estado de São Paulo.
O novo estoque no Brasil saltou de 183 mil m² no 2T/2023 para o expressivo resultado de 751 mil m² no 3T/2023, mais de 4 vezes do novo estoque anterior.
Na região Sudeste, o novo estoque saltou de 116 mil m² no 2T/2023 para 500 mil m² no 3T/2023. Outro resultado expressivo. Isso sem mencionar a atividade construtiva que é de mais de 3 milhões de m².
Novos rumos
Considerando apenas o estado de São Paulo, o novo estoque também foi muito expressivo: saltou de 66 mil m² no 2T/2023 para 387 mil m² no 3T/2023.
Esse novo estoque adicionado representa sete empreendimentos entregues no período.
São Paulo representa 54,29% do estoque total brasileiro. Ele vem seguido pelo Rio de Janeiro com 8,89%, e Minas Gerais com 8,87%.
Vale destacar que, se considerarmos o robusto aquecimento do mercado logístico mineiro e a atividade construtiva de 767 mil m² (em detrimento de apenas 197 mil no Rio), tudo indica que Minas em breve ultrapassará o estado do Rio de Janeiro.
No 3T de 2023 foram 21 mil m² de novo estoque no Rio. Minas, por outro lado, alcançou 91 mil m² de novo estoque no 3T de 2023.
Ainda em Minas Gerais, a cidade de Extrema ganhou enorme destaque no 3T/2023. Isso porque, com 1,05 milhão de m² de condomínios logísticos, a região não possui estoque vago. Além disso, possui 416 mil m² de atividade construtiva, ou seja, novas entregas ocorrerão em breve.
Mercado Livre segue na dianteira; Shein e Shopee também são destaques de absorção no Brasil
Durante o evento da Buildings em São Paulo, as gigantes de e-commerce Mercado Livre, Shein e Shopee aqueceram a discussão.
Para se ter ideia da fatia que suas operações ocupam, o Mercado Livre lidera entre as empresas do setor logístico com maior área ocupada no Brasil: 1,3 milhão de m² de área industrial.
Em segunda posição aparece a Via, com 965 mil m²; o Magazine Luiza vem em terceira colocação, com 648 mil m². O quarto player é B2W Digital com 619 mil m².
De acordo com os dados apresentados, o Mercado Livre possui 51 ocupações industriais espalhadas em diversas regiões, sendo que apenas no GLP Guarulhos II ocupa mais de 125 mil m².
Embora a Shopee e a Shein não apareçam no ranking de grandes ocupações logísticas, em relação ao tempo de chegada ao Brasil, elas estão bem posicionadas.
Instalada no Brasil desde o 3T de 2020, atualmente a Shopee ocupa uma área de 203 mil m², distribuída em 27 ocupações industriais.
Já a Shein, em terras brasileiras desde o 3 trimestre de 2022, segue despontando. A empresa optou por uma única ocupação industrial de 215 mil m² também no GLP Guarulhos II, em São Paulo.
Diante do cenário apresentado, quanto ao ciclo imobiliário, a conclusão a que se chega é que o setor logístico segue em expansão, a exemplo das locações, atividade construtiva alta e taxa de vacância baixa. Com isso, a expectativa para o setor continua positiva, de crescimento constante, embora em ritmo mais moderado.
Para conferir os dados detalhados do RealtyCorp Analytics do 4T/2023 (dados do 3T/2023), basta clicar aqui.
Texto produzido por: Redação RealtyCorp

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