Já estamos no segundo semestre do ano. Com isso, os dados do 2º trimestre (referentes a abril, maio e junho) podem revelar resultados promissores e novas tendências para o mercado de escritórios.
Se no início do 1º trimestre tínhamos expectativas, depois de avaliar os resultados e indicadores do setor, é possível identificar quais avanços e desafios o mercado de escritórios de São Paulo e Rio de Janeiro alcançou ou enfrentou.
Essa análise permitirá entender se o desempenho positivo de alguns indicadores se manterá no segundo trimestre. Nesse sentido, apresentamos uma retrospectiva dos principais destaques do primeiro trimestre de 2024. E em breve traremos uma análise completa dos dados do 2T/2024.
Mercado de escritórios em São Paulo cresce
Na cidade de São Paulo, o setor imobiliário ultrapassou 12 milhões de m² de estoque total de escritórios (Corporate, todas as classes). No 1T/2024, a cidade paulistana alcançou 12.018 milhões de m² locáveis em edifícios corporativos (Corporate) e manteve os 5.061 milhões de m² locáveis em edifícios de escritórios Office (pequenas salas comerciais).
Agora já são 12.050 milhões de m² de estoque total (Corporate, todas as classes).
Esse resultado se deu pelo acréscimo de mais de 18 mil m² de novo estoque entregue na cidade, referente a 3 novos empreendimentos.
Outro indicador importante para o setor – a absorção líquida – foi positiva no 1T/2024, com o resultado superior a 100 mil m² (Corporate, todas as classes).
Quanto ao universo Classe A+/A, o saldo se manteve novamente positivo: mais de 38 mil m² (1T/2024). Para ter um panorama completo, leia: Estoque de escritórios corporativos de São Paulo ultrapassa 12 milhões de m² no 1T de 2024
Alphaville tem absorção líquida positiva no 1T/2024
Uma das regiões de São Paulo que ganhou destaque no 1T/2024 foi Alphaville, na cidade de Barueri. Conhecida pelos condomínios residenciais e empresariais que oferecem uma variedade de serviços e facilidades para as empresas, como segurança 24 horas, estacionamento amplo, áreas de lazer e espaços de convivência, a região teve uma pequena queda na taxa de vacância (Corporate, Classe A+ e A).
Além disso, também registrou uma absorção líquida positiva no 1T/2024 e ao longo de 2023.
Hoje, o mercado de escritórios de Alphaville possui um estoque total de 1.363 milhão de m² locáveis em edifícios corporativos (Corporate) e Office (pequenas salas comerciais), de todas as classes.
Já o estoque total de edifícios corporativos (Corporate) representa 862.117 m² locáveis (todas as classes).
De acordo com o Novo RealtyCorp Analytics dinâmico, registrou-se uma absorção líquida positiva de 4.361 m² (Corporate, todas as classes), superando o resultado do 4T/2023, negativo em 2.319 m².
Da mesma forma, a absorção bruta – que indica as movimentações ocorridas no trimestre – também foi positiva e apresentou resultado de 11.694 m². Para saber mais, leia: Mercado de escritórios de Alphaville reduz vacância e tem absorção líquida positiva no 1T de 2024
Regiões consolidadas de São Paulo em evidência
Quando avaliando as maiores absorções no 1T/2024, cinco regiões na capital paulista apresentaram performance melhor se comparadas ao trimestre anterior.
São elas: Paulista, com 12,5 mil m² de absorção líquida positiva; Vila Olímpia, com 12,4 mil m²; Chucri Zaidan, com 12 mil m²; Berrini, com 10 mil m², e, por fim, Leopoldina/Barra Funda com 5 mil m².
Com exceção da última, todas as regiões apresentaram mais de 10 mil m² de absorção líquida positiva no universo Corporate, Classe A+/A. Entretanto, esses resultados são positivos e atestam a retomada do setor imobiliário.
Além disso, vale destacar que três dessas regiões — Chucri Zaidan, Paulista e Berrini — tiveram absorções líquidas positivas, e aparecem entre as cinco principais no 4T/2023 e 1T/2024.
A primeira teve 32 mil m² de resultado no 4T/2023; a segunda, quase 20 mil m² e a terceira, 12 mil m², respectivamente. Para saber mais, leia: Regiões de São Paulo se destacam com boas absorções no 1T de 2024
No 1T/2024 vacância cai na Chucri Zaidan, Paulista e Berrini
Outro indicador importante do setor — a taxa de vacância — sofreu queda em algumas das regiões analisadas.
Na Chucri Zaidan, por exemplo, era 27,22% no 4T/2023; caiu para 26,15% no 1T/2024. Importante destacar que ela segue em queda desde o 3T/2023, quando apresentava 30,42% de resultado.
Na Paulista também houve redução da taxa de vacância: saiu de 19,16% no 4T/2023 para 18,20% no 1T/2024.
A Berrini apresentou uma pequena redução: saiu de 22,39% para 21,45% no 1T/2024.
Mercado carioca também apresenta bom resultado
Na cidade do Rio de Janeiro, um dos destaques do 1T/2024 foi a absorção líquida positiva de 26 mil m² (Corporate, todas as classes), quase o triplo do trimestre anterior.
Quanto ao mercado de escritórios corporativos Classe A+/A, a absorção líquida surpreendeu.
Do 4T/2023 para o 1T/2024, a ocupação aumentou, alcançando mais de 19 mil m² de absorção líquida positiva. Para saber mais, leia: Absorção líquida no Centro do Rio de Janeiro volta a ser positiva no 1T de 2024
O que esperar para o 2T/2024?
Outro indicador do setor – a atividade construtiva – aponta aquecimento do setor imobiliário corporativo em São Paulo, apresentando mais de 650 mil m² (Corporate, todas as classes) no fechamento do 1º trimestre.
Além disso, a taxa de vacância também está menor: 19,59% (Corporate, todas as classes).
Por fim, vale destacar que o retorno ao trabalho presencial (uma realidade consolidada há alguns meses) continua estimulando o mercado de escritórios na capital financeira do país.
Como o mercado imobiliário corporativo de São Paulo tem demonstrado forte recuperação dos dissabores de outrora, sobretudo se comparado aos anos anteriores, seguimos otimistas pelos resultados dos indicadores do setor que estão vindo por aí.
Aguarde, em breve traremos os dados no 2T/2024 e analisaremos os principais indicadores! Para saber mais, não deixe de consultar o Novo RealtyCorp Analytics Painel Dinâmico.
Texto produzido por: Redação RealtyCorp

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