Confira os dados que apontam o crescimento de escritórios em São Paulo e Rio de Janeiro no 3º trimestre de 2024. Análise completa do mercado imobiliário corporativo pela RealtyCorp.
O mercado imobiliário corporativo em 2024 continua demonstrando resiliência. O crescimento de escritórios tem sido um dos principais indicadores dessa tendência positiva.
Essa análise nos leva a olhar esse crescimento do mercado de escritórios em São Paulo e no Rio de Janeiro no terceiro trimestre de 2024.
Panorama Geral do Crescimento de Escritórios no 3º Trimestre
De antemão, o estoque de edifícios corporativos em São Paulo atingiu um marco significativo de 12,163 milhões de m² locáveis em todas as classes, refletindo um aumento de quase 80 mil m² em relação ao trimestre anterior.
Particularmente no segmento de escritórios Corporate Classe A+/A, o novo estoque adicionado foi ainda mais impressionante, totalizando 68.103 m². Este resultado notável superou o desempenho do trimestre anterior, que havia registrado 49 mil m².
Além disso, o crescimento de escritórios nesta região tem sido particularmente expressivo, refletindo a demanda contínua por espaços corporativos de alta qualidade.
Nesse sentido, o destaque do período foi a entrega do emblemático JK Square na região da Nova Faria Lima, o principal centro financeiro da cidade, com 31 mil m², justificando uma parcela do novo estoque.
Como consequência das novas entregas, a taxa de vacância na região apresentou aumento, passando de 7,17% no segundo trimestre para 9,72% neste.
É importante ressaltar, no entanto, que este aumento reflete a entrega de novos edifícios e não a devolução de áreas ocupadas anteriormente.
Uma taxa de vacância na casa de 10% é considerada uma taxa de equilíbrio. Porém, ainda que a vacância passe de 10% na Nova Faria Lima, será por um período momentâneo, fruto apenas das novas entregas, considerando que existe uma tendência de baixa para a vacância da região. Apesar deste pequeno aumento, a região mantém a valorização dos aluguéis, com preços que podem alcançar R$ 400 por metro quadrado. Para mais informações, consulte: Valorização dos aluguéis e resiliência da região da Nova Faria Lima
São Paulo: Epicentro do Crescimento de Escritórios Corporativos
Outra entrega significativa em São Paulo ocorreu no Tatuapé/Carrão: o Almagah 227, com 21.430 m². Com isso, a região saltou de 37 mil m² de estoque total no trimestre passado para mais de 58 mil m² no 3º trimestre de 2024.
Além disso, a região ainda apresenta 9 mil m² de atividade construtiva, referente ao edifício Magna Corporate Itapura. O imóvel está previsto para ser entregue ainda em 2024.
O JHA Corporate Boutique também foi entregue na Nova Faria Lima, com 5,5 mil m², além do edifício Valente na Paulista, adicionando quase 10 mil m² de escritórios Classe A à cidade.
Absorção Líquida Positiva: Indicador-Chave do Crescimento em São Paulo
No setor imobiliário corporativo, a absorção líquida positiva indica que mais espaços estão sendo ocupados do que desocupados, sugerindo, com isso, uma demanda crescente por escritórios. Esse cenário aponta para uma economia local em crescimento, como observado nos indicadores do 3º trimestre de 2024.
Do mesmo modo, no segmento Corporate Classe A+/A, a absorção líquida manteve-se positiva e superior ao trimestre anterior, com uma ocupação de 91.563 m².
Este dado reforça o crescimento do mercado de escritórios na cidade, especialmente no segmento de alto padrão.
Entre as cinco maiores locações em São Paulo no trimestre (Corporate Classe A+/A), aparecem as empresas:
- Verisure Alarms, com 7.024,53 m² no Parque da Cidade;
- Editora Globo, com 5.855,39 m² no River One;
- Uber, com 4.235,07 m² no Faria Lima Plaza;
- BP – Beneficência Portuguesa de São Paulo, com 3.283,48 m² no Martiniano;
- Grupo Rojemac, com 3.079,50 m² no CEAB – Torre Torino.
Já a absorção líquida do universo Corporate (todas as classes) totalizou 133 mil m², superando os 127 mil m² do segundo trimestre de 2024.
Este indicador tem mostrado resultados positivos consecutivos por 12 trimestres (todas as classes) e por seis trimestres consecutivos nos edifícios Classe A+/A.
Impacto nos Preços e Taxas de Vacância
O mercado classe A+/A teve um crescimento de 5,5%, saindo de R$ 102,18 o m² no trimestre anterior para R$ 107,74 agora.
Além disso, a taxa de vacância para este segmento caiu para 19,60%, uma pequena redução em comparação ao trimestre anterior.
Vale destacar que os principais indicadores do mercado imobiliário – como taxa de vacância, absorção líquida, absorção bruta, atividade construtiva, novo estoque, preços pedidos e muito mais –, tanto de São Paulo quanto Rio de Janeiro, podem ser consultados no Novo RealtyCorp Analytics Dinâmico.
Em formato dinâmico e em tempo real, com o Novo RealtyCorp Analytics é possível personalizar filtros por região, permitindo acessar os dados mais relevantes e úteis para suas análises e estratégias de negócios. Acesse agora mesmo e explore todas as funcionalidades da ferramenta: Novo RealtyCorp Analytics Dinâmico.
Crescimento de Escritórios Classes B/C e Aumento na Absorção Bruta
Ainda no terceiro trimestre de 2024, o segmento de escritórios corporativos Classes B/C continua a apresentar absorção líquida positiva, embora com um volume ligeiramente inferior ao do segundo trimestre.
Nesse sentido, o indicador passou de 46.206 m² no segundo trimestre para 42.242 m² agora, marcando o sétimo trimestre consecutivo de resultados positivos.
Por fim, a absorção bruta no mercado de escritórios (que considera todas as movimentações do período), considerando todas as classes (A+/A/B/C), alcançou 133.806 m², resultado maior que no trimestre anterior. Para uma análise mais detalhada, consulte o Novo RealtyCorp Analytics Dinâmico.
Absorção Líquida Recorde: Reflexo do Crescimento de Escritórios no Rio
O mercado de edifícios corporativos no Rio de Janeiro corresponde a 5,535 milhões de m², juntamente com 3,568 milhões de m² em escritórios Office (de todas as classes), totalizando 9,104 milhões de m² de espaço de escritórios na cidade.
Entre os indicadores de destaque do terceiro trimestre de 2024, aparece a absorção líquida positiva, que registrou um aumento significativo em comparação ao trimestre anterior.
Especificamente no universo Corporate (todas as classes), o volume de absorção líquida era de 13.944 m², atingindo agora 24.745 m². Isso representa um aumento de 43,64% na comparação de trimestre a trimestre.
É importante notar que este resultado positivo se mantém por quatro trimestres consecutivos, demonstrando uma tendência consistente de mais ocupações que devoluções.
Ainda mais notável foi o segmento de escritórios Classe A+/A, que emergiu como o principal destaque, com uma absorção líquida extraordinária de 53.970 m². Este valor representa um aumento expressivo de 684% em relação ao trimestre anterior, que havia registrado apenas 6.878 m². Como observado, o crescimento de escritórios no Rio de Janeiro tem sido notável no segmento de alto padrão.
Além disso, é relevante mencionar que este indicador apresenta resultados positivos há três trimestres consecutivos para as classes A+/A, reforçando a robustez deste segmento em particular.
Redução da Taxa de Vacância no Rio de Janeiro
Fruto da grande absorção líquida, a taxa de vacância apresentou uma redução no trimestre, embora permaneça em um patamar elevado de 32,04%, ainda assim inferior ao do trimestre anterior.
Esta redução, no entanto, não deixa de ser um bom sinal da recuperação dos escritórios na cidade.
Além disso, a cidade se prepara para absorver um novo Projeto do Governo Federal, que ocupará dois edifícios há muito tempo disponíveis para locação. São eles: MPC – Main Press Center e o IBC – Internacional Broadcasting Center. Ambos na região da Barra da Tijuca.
Por fim, o Rio de Janeiro não registrou adição de novo estoque no terceiro trimestre de 2024.
Setor Logístico: Expansão e Novos Empreendimentos no Brasil
O setor logístico brasileiro mantém um crescimento robusto, acentuado neste trimestre. Diversos fatores impulsionam essa expansão, com destaque para o comércio eletrônico.
Nesse sentido, o dinamismo das empresas de e-commerce também contribui significativamente para o desenvolvimento do setor logístico no país.
Para se ter ideia, no terceiro trimestre de 2024, o mercado recebeu cinco novos empreendimentos logísticos, totalizando 380.810 m² de novo estoque entregue. O maior destaque por região foi o Sudeste, com quatro empreendimentos entregues. Minas Gerais recebeu três novos galpões e São Paulo, um. O Nordeste também recebeu um novo galpão no trimestre.
Com isso, no cenário nacional, o estoque total agora ultrapassa 37,189 milhões de m².
Já a absorção líquida, embora inferior ao trimestre anterior, que foi de 877 mil m², manteve-se significativa, alcançando 725.426 m² no período.
Por fim, a taxa de vacância do setor logístico no Brasil apresentou nova redução, atingindo 8,15%, ao mesmo tempo em que os preços médios de locação sofreram valorização.
Expectativas e Impacto do PIB no Mercado Imobiliário Corporativo
Em resumo, os indicadores positivos do 3º trimestre de 2024 apontam crescimento significativo do mercado de escritórios em São Paulo, com o aumento da ocupação, a valorização dos preços de aluguel, as novas entregas em regiões estratégicas e fortes, além da redução da taxa de vacância.
Este crescimento de escritórios reflete a robustez do mercado imobiliário corporativo na principal metrópole do Brasil.
Crescimento também no Rio de Janeiro e Impacto do PIB
De igual maneira, também se vê crescimento dos escritórios no Rio de Janeiro, com resultado de absorção líquida expressivo no segmento Classe A.
Outro fator importante é o PIB do Brasil, que cresceu 1,4% no segundo trimestre do ano, superando as expectativas do mercado, que projetava um avanço de 0,9%. Esse resultado foi o mais forte desde o quarto trimestre de 2020.
Nesse ritmo, segundo especialistas, as projeções para a expansão do PIB no ano devem se aproximar de 3% contra os 1,59% projetados pelo relatório Focus em janeiro.
Apesar da alta da taxa de juros no Brasil, vale destacar que o crescimento do PIB movimenta o mercado de construções imobiliárias – residenciais e comerciais –, afinal, o mercado imobiliário representa uma fatia da economia nacional.
Não à toa, o crescimento de escritórios neste trimestre é um reflexo direto dessa movimentação econômica positiva.
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Texto escrito por: Marcos Alves, Sócio-Diretor da RealtyCorp.

Sócio fundador e Diretor de Operações e Marketing da RealtyCorp, Marcos Alves acumula mais de 22 anos de experiência no mercado imobiliário corporativo, com foco em análise de mercado de escritórios em São Paulo e Rio de Janeiro e expertise em galpões industriais e logísticos.Sua trajetória profissional inclui a fundação da Ocupantes em 2004, além de vasta experiência em projetos de desmobilização de carteiras, investimentos imobiliários e gestão de contratos. Formado em Análise de Sistemas, possui MBA em Real Estate pela USP e é Membro da Royal Institution of Chartered Surveyors (RICS) – MRICS.Fluente em Português, Inglês e Espanhol, Marcos também dedica seu tempo a projetos sociais na Comunidade Cristã da Zona Sul de São Paulo.
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