Quem acompanha nosso blog tem visto que, desde janeiro, estamos produzindo várias análises sobre o mercado imobiliário corporativo, como fizemos nesses posts aqui e aqui. E nesta análise, iremos abordar o mercado logístico brasileiro que é altamente relevante para o mercado imobiliário.
No quarto trimestre de 2024, a ocupação no mercado logístico brasileiro foi de 35.465.240 m², isto é, 91,97% do estoque total ocupado em todas as regiões, que está, atualmente, em 38.560.395 m². Houve um considerável aumento frente ao terceiro trimestre (34.764.567 m²).
No Brasil, o setor industrial tem a menor taxa de vacância em dois anos: 8,03%
É possível ver que, referente ao 4T 2024 no mercado de condomínios logísticos em todo o País, a taxa de vacância – em 8,03% – foi a mais baixa em 24 meses (considerando-se os anos de 2024 e 2023). Acompanhe as taxas de vacância por trimestre no quadro abaixo:
| Trimestre | Taxa de Vacância |
|---|---|
| 4T 2024 | 8,03% |
| 3T 2024 | 8,17% |
| 2T 2024 | 8,86% |
| 1T 2024 | 9,35% |
| 4T 2023 | 9,63% |
| 4T 2023 | 9,16% |
| 2T 2023 | 9,02% |
| 1T 2023 | 11,48% |
O que isso quer dizer: os anos de 2022 e 2023 foram importantes para a retomada do setor logístico, que é uma atividade de altíssima relevância para o país. Estima-se que este setor responde por 10% do PIB nacional (dados do IPEA) e, em 2024, as atividades imobiliárias como um todo cresceram 3,3% no País (quase o mesmo índice do avanço do PIB do ano passado, que fechou em +3,4%).
Ver que, entre janeiro de 2023 e dezembro de 2024, as taxas de vacância foram só decrescendo reforça o reaquecimento do setor. O quarto trimestre de 2024 nos mostrou isso e estamos otimistas que 2025 será muito produtivo para o segmento.
Além disso, esses indicadores mostram que o mercado logístico brasileiro se encontra aquecido e, como era antes da pandemia, desempenhando um papel essencial na economia.
Sudeste com 601 condomínios tem a menor taxa de vacância desde janeiro de 2023
A região sudeste é, tradicionalmente, a que apresenta números mais robustos. Com 25.163.407 m² de ocupação no 4T 2024 (70% da ocupação total do País e 91,06% de ocupação do estoque total do sudeste – 27.633.350 m²), a região teve a taxa de vacância de 8,94% – também a menor em 24 meses.
→ No quarto trimestre de 2024, o sudeste atingiu 601 condomínios (em todo o país, foram 930) e encerrou 2024 com uma atividade construtiva de 2.674.329 m².

4T 2024: o Estado de São Paulo possui 45% dos condomínios logísticos do Brasil
Dentro da região sudeste, é São Paulo que continua a se destacar com 17.724.539 m² de ocupação – 91,89% do estoque total do estado, que é de 19.288.967 m². A taxa de vacância em 8,11% é igualmente a menor em dois anos de apuração. A absorção líquida fechou em 261.417 m², enquanto a absorção bruta terminou o 4º trimestre de 2024 com 495.006 m². O estado isoladamente possui 427 condomínios (45% de todo o País).

Absorção líquida e bruta: desempenho do 4T 2024 no estado de SP
No 4T 2024, a absorção líquida fechou em 261.417 m², a terceira maior, na avaliação trimestral, do ano. Nos outros trimestres, os resultados foram: 181.341 m² (1T), 536.961 m² (2T) e 268.637 m² (3T). O destaque vai para o segundo trimestre, quando houve a maior absorção líquida de 2024 (536.961 m²), foi quando também houve o maior indicador para Novo Estoque (286.926 m²), ou seja, foi um trimestre melhor.
No 4T 2024, a absorção bruta ficou em 495.006 m², também o terceiro melhor resultado no ano, atrás de 2T (906.951 m²) e 3T (530.509 m²) e à frente de 1T (457.379 m²). Novamente, o 2T apresentou resultados importantes.
Quando olhamos para o mercado logístico do estado de São Paulo, vemos que quando somadas a absorção líquida das classes A+ e A, houve uma queda no 4T 2024, com 232.429 m², sendo que no 3T, fechou em 267.156 m².
Ao mesmo tempo, em ambas as classes, houve um aumento de 52% em novo estoque (condomínios recém-entregues). A atividade construtiva também foi menor (1.617.469 m² em 4T 2024 versus 1.789.635 m² em 3T) e, sobre esse cenário, houve uma grande entrega de novos condomínios (Novo Estoque).

Estado de SP: potencial do mercado imobiliário corporativo
São Paulo é composto por 645 municípios, divididos em 42 regiões de governo e 14 regiões administrativas. Há verdadeiros polos econômicos, como Campinas, Ribeirão Preto e São José dos Campos, e o estado sozinho se responsabiliza por 31% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. É importante destacar que o Brasil é uma nação de dimensões continentais.
Quando analisamos os dados do RealtyCorp Analytics, não apenas no quarto trimestre de 2024, mas ao longo dos últimos dois anos, comprovam que o mercado de condomínios logísticos do estado opera na mesma dinâmica dos demais setores, sendo primordial na geração de emprego e renda direta (para pessoas que trabalham nesta indústria) e indiretamente (para as empresas de outros ramos que precisam alugar espaços a fim de prosperarem, fomentando, assim, outros setores da economia).
Notamos que o Estado de SP tem um rico potencial para centros de distribuição, ainda mais se pensarmos que o modelo de compras online cresce exponencialmente no país. Entendemos que, com a retomada pós-Carnaval, esta atividade tende a ficar ainda mais forte.
Rio de Janeiro: taxa de vacância cai pela metade em dois anos
O Rio de Janeiro, onde também temos operação, costuma marcar presença aqui no nosso blog. Dentro do segmento logístico, no quarto trimestre de 2024, a taxa de vacância estava em 11,26% – não apenas a menor em 2 anos, como também foi quase a metade na comparação com 1T 2023, quando a taxa de vacância estava em 19,44%.

Os dados falam por si
O mercado logístico segue aquecido, com indicadores positivos e oportunidades para investidores, proprietários e empresas que buscam expansão. Em um cenário tão dinâmico, contar com um parceiro como a RealtyCorp, há mais de 11 anos atuando neste segmento, faz toda a diferença.
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Além disso, as previsões para 2025 são bem positivas. O PIB deve avançar na ordem dos 2,3%, de acordo com a Secretaria de Política Econômica (SPE), do Ministério da Fazenda.
Vamos transformar o otimismo em realidade!
Texto escrito por: Redação
(11) 95060-0756