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A RealtyCorp é uma consultoria imobiliária que, com 11 anos de mercado, vem atendendo o setor imobiliário corporativo não apenas com serviços e produtos, mas com conteúdo. A cada trimestre, a empresa divulga o  “RealtyCorp Analytics”, um estudo de mercado com análises aprofundadas, além de estar sempre próxima de seus clientes e parceiros.

E foi justamente por essa proximidade que a RealtyCorp promoveu, no dia 14 de maio, a primeira edição do “Analytics Meeting”, no CENU – importante complexo da região Berrini do mercado imobiliário para o universo corporativo de São Paulo. O evento, que reuniu cerca de 80 pessoas, clientes RealtyCorp e end-users, teve como propósito promover um debate sobre a performance do primeiro trimestre de 2025 e trazer insights e previsões para os próximos meses.  

Quem liderou a conversa foi Marcos Alves, CEO da RealtyCorp, que trouxe novas perspectivas sobre esse mercado, abordando temas de alta relevância, como precificação, regiões em ascensão, locação de edifícios (Corporate), novo estoque e sua relação com a ocupação, PIB, atividade construtiva, entre outros tópicos. 

De acordo com o executivo, o setor continua dando sinais de retomada em São Paulo e estabilidade no Rio de Janeiro. “Nosso levantamento – o RealtyCorp Analytics – mostra um leve avanço no mercado, com redução da taxa de vacância e manutenção de um volume saudável de negócios. Acreditamos em uma retomada mais forte nos próximos meses, impulsionada pela expectativa do novo estoque nos próximos meses e pela demanda reprimida”, avalia. O Analytics Meeting também foi uma oportunidade de ouvir os agentes do setor.

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Cenário atual do mercado de escritórios em São Paulo

Marcos iniciou a conversa com um panorama geral dos escritórios de São Paulo, onde há atualmente 17,4 milhões de metros quadrados de estoque total – sendo que 29,2% são de Office e 70,8% são alocados em Corporate. Em São Paulo, a taxa de vacância de Corporate, em média, fechou em 17,6% (18,42% em A+, 17,11% em A e 17,36% em B/C).

Já em relação à evolução do estoque, estamos diante de uma curva crescente – em todas as categorias, como A+, A e B/C. Isso, aliado a expectativa de queda na taxa de vacância, compõe um cenário promissor e de aquecimento do mercado imobiliário corporativo.

Para onde os dados estão apontando?

De acordo com a análise apresentada, existe uma aderência histórica entre a curva do comportamento da taxa de crescimento do PIB com a taxa de crescimento da ocupação nos escritórios corporativos da cidade de São Paulo, apesar de que, entre 2022 e 2024, a correlação entre estas taxas não foi tão simétrica, contudo, ao comparar todo o histórico, as curvas são bem parecidas.. Em 2022 e 2023, o produto interno bruto avançou mais, ao passo que, em 2024, a ocupação superou o outro índice. De 2025 a 2027, a previsão é de que os dois indicadores permaneçam simétricos e equilibrados, em torno de 2% crescimento ao ano.

Análise por macrorregiões: Nova Faria Lima, Berrini e outras

Em seguida, Marcos Alves compartimentou o mercado imobiliário corporativo em três macrorregiões: Macrorregião A, que seria composta pela Faria Lima, Pinheiros, Nova Faria Lima, Paulista e toda a macrorregião deste entorno; Macrorregião B, que corresponde à Berrini, Chucri Zaidan, Barra Funda, Centro e adjacências; e Macrorregião C, que contempla as demais regiões de São Paulo, basicamentes as regiões que estão fora das marginais Pinheiros e Tietê, e ao sul, além da Av. João Dias.

Na Macrorregião A, observa-se um aumento de preços de locação constante nos últimos trimestres com a tendência de queda na taxa de vacância. Com a baixa oferta de novos espaços de qualidade nesta macrorregião, os preços possuem uma tendência de alta, empurrando alguns ocupantes para a macrorregião B. Os indicadores da Macrorregião A estão todos na cor verde, pois apontam um cenário favorável para os proprietários e investidores imobiliários, enquanto o sinal vermelho indica uma macrorregião restritiva do ponto de vista dos usuários finais (end users).

Na Macrorregião B, observa-se a continuidade do movimento conhecido como “Flight to Price”, com ocupantes buscando imóveis com melhor custo-benefício. Esse comportamento é impulsionado, principalmente, pela elevação dos preços de locação para ativos de alta qualidade (A+ e A) na região, o que estimula a procura por alternativas mais acessíveis. Os indicadores da Macrorregião B, por sua vez estão com cores apontam para o aumento da taxa de vacância e estabilidade do preço de locação, enquanto o sinal verde indica uma macrorregião com várias oportunidades do ponto de vista dos usuários finais (end users).

A Macrorregião B se apresenta como promissora, com expectativa de aumento na taxa de ocupação nos próximos trimestres. No entanto, a expansão deve ocorrer com cautela, uma vez que a baixa perspectiva de crescimento do PIB nos próximos anos pode limitar a demanda por novos espaços. 

Por sua vez, a Macrorregião C enfrenta desafios maiores: com uma taxa de vacância elevada, a região deve continuar enfrentando dificuldades para ajustar os preços de locação, o que pode afetar sua atratividade no curto prazo.

Saiba mais sobre o Analytics Meeting e se prepare para o próximo!

Para ler o estudo na íntegra, basta clicar aqui. Caso tenha ficado com alguma dúvida ou queira trazer suas próprias percepções, temos um time de especialistas de prontidão para te atender, em São Paulo e no Rio de Janeiro. 


Texto escrito por: Redação.

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