Na primeira quinzena de abril, divulgamos a mais recente edição do RealtyCorp Analytics e você deve ter acompanhado por aqui ou no seu e-mail. No primeiro post, demos uma visão geral sobre como anda o mercado de escritórios corporativos das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, bem como o setor logístico dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Desta vez, vamos nos aprofundar sobre o Rio de Janeiro e te convidamos a entender mais como o mercado carioca performou no primeiro trimestre de 2025. Saiba mais a seguir.
Desde 2005, divulgamos trimestralmente o “RealtyCorp Analytics” com o objetivo de prover diagnósticos sobre o mercado imobiliário de escritórios – incluindo imóveis corporativos de alto padrão e aluguel de escritórios em São Paulo e no Rio de Janeiro de uma forma geral.
A cidade do Rio de Janeiro, além de ser uma potência econômica quando falamos de turismo, lazer, gastronomia e entretenimento, é ainda o vice-líder no País no ranking do PIB, com 4% de participação no índice, atrás somente de São Paulo (9,2%). No mercado de escritórios, não é diferente. No intervalo 1T 2025 (janeiro a março), a cidade maravilhosa mostrou resiliência e comprovou que tem tudo para crescer novamente.
Rio avança discretamente em absorção líquida e bruta e registra queda na taxa de vacância

O mercado de escritórios corporativos da cidade do Rio de Janeiro tem apresentado uma trajetória de recuperação gradual desde 2023. Apesar de mais modesto em relação à São Paulo, o desempenho recente mostra sinais consistentes de estabilidade. A absorção líquida foi positiva neste 1T25, ainda que tímida (1.562 m² no universo Corporate, considerando todas as classes), o que reforça a tendência dos últimos períodos: desde 2023, a cidade tem registrado absorções líquidas discretas, mas ininterruptamente positivas.
Essa dinâmica também ajuda a explicar a leve redução na taxa de vacância no universo Corporate, que passou de 24,26% no último trimestre de 2024 para 23,75% no atual. A queda, embora pequena, indica que parte dos espaços vagos vem sendo gradualmente ocupada – mesmo sem a entrega de novo estoque no período.
A absorção bruta, por sua vez, manteve o ritmo observado nos trimestres anteriores, fechando em 64.203 m², no universo Corporate/todas as classes. O dado reforça a percepção de que o mercado carioca continua em movimentação, com contratos sendo renovados ou realocados, ainda que os volumes não sejam expressivos.
O Rio concentra um mercado mais consolidado em áreas específicas, com menor volume de lançamentos e uma ocupação mais resiliente — características que conferem um perfil distinto e que ajudam a explicar o ritmo mais moderado de absorção e vacância observado ao longo do tempo.
Mercado Logístico também sinaliza estabilidade no estado do Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, o panorama é mais comedido. A taxa de vacância recuou discretamente, fechando em 10,50%, e a ocupação atingiu 3.057.851 m². A absorção líquida foi positiva, embora praticamente estável em relação ao trimestre anterior, refletindo um mercado ainda em ritmo lento.
Sem entrega de novo estoque e com uma atividade construtiva praticamente inalterada, o mercado logístico do estado do Rio de Janeiro segue estável. Hoje, o Rio de Janeiro representa cerca de 15% do volume total do Estado de São Paulo em termos de condomínios logísticos, mas responde por apenas 5% da atividade construtiva de São Paulo – evidenciando uma demanda mais contida e pouco aquecimento no curto prazo.
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Texto escrito por: Marcos Alves, CEO e Co-Fundador da RealtyCorp.

Sócio fundador e Diretor de Operações e Marketing da RealtyCorp, Marcos Alves acumula mais de 22 anos de experiência no mercado imobiliário corporativo, com foco em análise de mercado de escritórios em São Paulo e Rio de Janeiro e expertise em galpões industriais e logísticos.Sua trajetória profissional inclui a fundação da Ocupantes em 2004, além de vasta experiência em projetos de desmobilização de carteiras, investimentos imobiliários e gestão de contratos. Formado em Análise de Sistemas, possui MBA em Real Estate pela USP e é Membro da Royal Institution of Chartered Surveyors (RICS) – MRICS.Fluente em Português, Inglês e Espanhol, Marcos também dedica seu tempo a projetos sociais na Comunidade Cristã da Zona Sul de São Paulo.
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