Quando olhamos para 2023 e considerando as projeções para este ano, pode-se avistar algo que seja a favor da retomada do mercado imobiliário corporativo em 2024. O principal motivo para o otimismo no setor é, sem dúvida, a taxa básica de juros (Selic) favorável, que segue em queda desde o segundo semestre de 2023.
Já nesse período, a redução da inflação observada por 13 semanas consecutivas, conforme apontado pelo Boletim Focus do Banco Central (BC), deu indícios de que 2023 já seria menos pessimista para o mercado. Isso foi consolidado ao longo de 2023 como mostra o último RealtyCorp Analytcs. Para saber mais, clique aqui.
O setor segue crescendo após três trimestres consecutivos de absorção líquida positiva de empreendimentos corporativos Classe A+ e A em São Paulo. O resultado positivo superior a 100 mil m² no 4T/2023 é um forte indicador dessa retomada.
Além disso, o setor também alcançou 136 mil m² no 4T/2023 no Universo Corporate de todas as classes, o maior recorde desse indicador, se comparado de um trimestre a outro.
Nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) vai se reunir para, provavelmente, realizar o que seria o quarto corte consecutivo na Selic e reduzir em meio ponto a taxa básica responsável por nortear todas as outras do mercado imobiliário.
Assim, dos 11,75% atuais, o índice ficaria em 11,25% ao ano. De acordo com especialistas, caso o cenário de deflação siga no mesmo ritmo, é possível que haja cortes de meio ponto, pelo menos até agosto deste ano.
Taxas mais baixas estimulam crescimento nos investimentos do mercado imobiliário
Como já é de conhecimento, a dinâmica das taxas de juros da Selic impacta diretamente o setor do mercado imobiliário como um todo. Quando a Selic cai, os investidores consolidam negócios com mais segurança e boas perspectivas, já que as transações envolvem alto volume de capital. Para saber mais, leia artigo: Entenda mais sobre a Selic e sua relação com o setor imobiliário
Impactos da Selic no Mercado Imobiliário
A estabilidade econômica a partir das taxas de juros favorece empréstimos pessoais e empresariais, aplicações financeiras e financiamentos imobiliários. Com isso, boa parte da matéria-prima utilizada nas construções de novos prédios mantém o preço mais estável, possibilitando maior previsibilidade no planejamento dos custos. Ou seja, a Selic tanto pode ativar quanto inibir o mercado dependendo do índice fixado pelo Banco Central.
Prevê-se que a taxa de ocupação dos edifícios A+ e A alcance 14% em 2024, impulsionada por aluguéis mais sustentáveis a partir de 2025.
Crescimento do Mercado Imobiliário em 2023
Dados do Estadão (12/2023) e ABRAINC-FIPE indicam aumento de 22% nas vendas de imóveis no Brasil entre janeiro e setembro de 2023.
Consultorias especializadas no mercado imobiliário revelam que a intenção de adquirir novos imóveis em 2024 chega a 39%, impulsionada pela queda da Selic, aumento no interesse de compra e investimento estrangeiro.
Apesar de a pesquisa de intenção ser baseada nos imóveis residenciais, o bom momento também impacta significativamente os imóveis comerciais, já que muitas empresas estão consolidando a rotina de trabalho presencial nos escritórios (deixando o home office menos aplicável).
Outro levantamento, realizado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias e divulgado pelo InfoMoney (07/2023), revela que a valorização dos imóveis têm sido superior à inflação.
No período analisado, de 2012 a 2022, os imóveis alcançaram 95% de valor de mercado na média nacional. Entretanto, a cidade de São Paulo chegou a 137% de valorização de seus imóveis, o que mostra que a capital paulista ainda continua sendo uma região bastante disputada pelas empresas.
Especialistas apontam que, em 2024, a demanda aumentará e os lançamentos crescerão, com as incorporadas mais confiáveis devido à estabilidade do INCC.
Luiz França, presidente da Abrainc, afirma que os juros abaixo dos dois dígitos favorecem o mercado imobiliário.
Em 2023, a ocupação de regiões de bairros corporativos melhorou, com como Pinheiros e Chucri Zaidan absorvendo o interesse dos investidores devido à recuperação pós-pandemia.
Texto escrito por: Redação Realtycorp

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