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No último artigo publicado, apresentamos os resultados consolidados do 2T/2024 do mercado de escritórios corporativos de São Paulo e Rio de Janeiro, os quais revelaram alguns destaques interessantes, em especial, para a absorção líquida no Brasil.

Em São Paulo, observou-se uma elevação nos preços pedidos dos aluguéis, concomitantemente a uma redução na taxa de vacância. Além disso, a ocupação de escritórios registrou um crescimento significativo no período, refletindo um cenário positivo e de recuperação para o mercado imobiliário corporativo na região.

Para saber mais, leia artigo: São Paulo: preço dos aluguéis sobem e taxa de vacância cai; ocupação de escritórios registra novo crescimento no 2º Trimestre de 2024

Já no Rio de Janeiro, o indicador de destaque foi a absorção líquida, que permaneceu positiva no 2T/2024, alcançando 13.440 m² (Corporate, todas as classes). 

Embora inferior ao trimestre anterior, esse resultado mantém a tendência positiva observada nos últimos dois trimestres, refletindo a continuidade do fortalecimento do mercado corporativo na região. Para consultar os dados do trimestre, acesse o RealtyCorp Analytics Dinâmico aqui.

Passamos agora aos destaques do setor industrial. Quais são os indicadores mais relevantes do 2T/2024?

Brasil ganha 12 novos condomínios logísticos; vacância cai e novo estoque aumenta

O mercado logístico/industrial brasileiro tem apresentado uma performance admirável desde os tempos da crise sanitária. De fato, para se ter ideia, desde o 2T/2020 (quando a pandemia eclodiu no Brasil) até o presente momento, foram acrescentados 140 novos condomínios industriais/logísticos ao mercado (todas as classes). Isso totaliza um aumento de estoque de cerca de 20%.

Especificamente no 2T/2024, por exemplo, 12 novos condomínios logísticos/industriais foram entregues, o que representa 716.315 m² de novo estoque. Atualmente, são 852 condomínios no total, o que equivale a 36,6 milhões de m² de estoque total no Brasil (2T/2024).

É importante destacar que esse resultado do novo estoque foi maior que o último trimestre (528 mil m²).

Além disso, houve também queda na taxa de vacância, saindo de 9,52% no 1T/2024 para 9,04% no 2T/2024. Mesmo com as novas entregas, as empresas do setor têm absorvido além do novo estoque.

A absorção líquida positiva também deu um salto: de 516.491 m² no 1T/2024, alcançando agora 837.964 m² (2T/2024).

No que se refere à atividade construtiva, esta se manteve estável: cerca de 4,3 milhões de m².

Em suma, os resultados do setor industrial brasileiro no 2T/2024 são altamente positivos e refletem um crescimento robusto do setor. A adição de 12 novos condomínios logísticos contribui significativamente para este crescimento contínuo e demonstra a resiliência e capacidade de adaptação do setor, que tem se beneficiado da recuperação econômica pós-crise sanitária e novos investimentos.

São Paulo entrega 5 novos galpões no 2T/2024; absorção líquida quase triplica e taxa de vacância cai

Como principal polo logístico e industrial do Brasil, São Paulo recebeu 5 novos condomínios industriais/logísticos no 2T/2024, menos que no trimestre anterior, embora o resultado do novo estoque tenha sido próximo.

Os 5 novos condomínios representam 305.554 m² de novo estoque adicionado ao mercado.

Em relação às maiores locações de espaço, destacam-se: Urdi Castello Branco (na região de Barueri), CL Embu 3 (em Embu) e CL Guarulhos 2 (em Guarulhos), com 132 mil m², 71 mil m², 30 mil m², respectivamente.

Adicionalmente, a atividade construtiva foi outro indicador positivo no trimestre: 1,632 milhão de m² no 2T/2024 (todas as Classes) ante 1,446 milhão de m² do 1T/2024.

Outro ponto importante é que, apesar do novo estoque entregue em São Paulo, a taxa de vacância no estado caiu: era 11,17% no 1T/2024 e reduziu para 9,73% 2T/2024 (todas as classes).

Por fim, a absorção líquida, novamente positiva, apresentou um resultado quase 3 vezes maior que o trimestre anterior: foi 192.423 m² no 1T/2024, alcançando agora 545.562 m² (2T/2024).

Destaques por eixos (Classe A+/A)

Ao analisarmos o estado de São Paulo por eixos, especificamente os condomínios de perfil Classe A/A+, observamos um aumento na média dos preços pedidos de locação em alguns deles.

No entanto, no eixo Castelo Branco, a taxa de vacância caiu de 8,05% no 1T/2024 para 5,32% no 2T/2024. Simultaneamente, observou-se uma redução no preço pedido, que passou de R$ 26,77 para R$ 23,70/m²/mês (Classe A+/A).

No eixo São Paulo (capital), também se observou uma queda na taxa de vacância, porém, neste caso, houve um aumento do preço pedido. A taxa era de 14,63% e agora está em 8,58%. Enquanto isso, o preço pedido aumentou de R$ 38,50 para R$ 40,13/m²/mês (Classe A+/A).

No que diz respeito ao eixo da Fernão Dias, a situação foi similar à da capital, com queda na taxa de vacância e aumento do preço pedido. A taxa era de 48,57% e reduziu para 44,69% (ainda alta). Em paralelo, o preço pedido aumentou de R$ 36,49 para R$ 37,84/m²/mês (Classe A+/A).

Por último, no eixo Anchieta/Imigrantes, a taxa de vacância caiu de 6,97% para 5,49%. Simultaneamente, ocorreu a redução do preço pedido, que passou de R$ 25,52 para R$ 24,41/m²/mês (Classe A+/A).

Em resumo, São Paulo se destacou com a entrega de 5 novos condomínios, adicionando 305.554 m² de novo estoque ao mercado. Além disso, a absorção líquida no estado quase triplicou.

Com absorção líquida positiva e vacância em 9,73%, São Paulo segue atrativa para investimentos e expansão.

Mercado de Galpões no Rio de Janeiro: Absorção Líquida Positiva pelo Sexto Trimestre

No Rio de Janeiro, o mercado de galpões teve resultados positivos no 2T/2024, com queda na vacância e alta na absorção líquida.

Destaques do 2T/2024:

  • Taxa de Vacância em Queda: A taxa de vacância geral caiu de 15,36% no primeiro trimestre para 13,82% no segundo trimestre de 2024.
  • Absorção Líquida em Alta: Absorção líquida positiva pelo sexto trimestre seguido, atingindo 44.654 m² no 2T/2024, contra 38.585 m² no trimestre anterior.
  • Crescimento Sustentado: Nos últimos seis trimestres, a absorção líquida positiva acumulada ultrapassou 190 mil m², indicando um mercado em expansão.

Condomínios Classe A/A+ Lideram:

Os condomínios industriais de alto padrão (Classe A/A+) também se destacaram, com:

  • Absorção Líquida Robusta: Absorção líquida Classe A/A+ chegou a 44.337 m² no 2T/2024, contra 41.792 m² no trimestre anterior.
  • Expansão Significativa: Nos últimos seis trimestres, a absorção líquida positiva acumulada para condomínios Classe A/A+ superou 120 mil m².
  • Queda na Taxa de Vacância: A taxa de vacância para empreendimentos Classe A/A+ caiu de 15,05% para 13,41% no segundo trimestre.

Acesse a plataforma e confira os indicadores completos do 2T/2024!

Para conferir os indicadores do 2T/2024 e demais períodos, basta navegar pelo novo RealtyCorp Analytics Dinâmico aqui.


Texto escrito por: Marcos Alves, Sócio-Diretor da RealtyCorp.

Marcos Alves é sócio fundador e Diretor de Operações e Marketing da RealtyCorp, com 22 anos de experiência no mercado imobiliário corporativo. Especialista nos mercados de escritórios de São Paulo e Rio de Janeiro e de galpões industriais e logísticos, Marcos lidera a gestão estratégica da empresa. Com experiência em desmobilização de carteiras, investimentos, incorporações e gestão de contratos, iniciou sua carreira na CBRE em 2000 e foi sócio fundador da Ocupantes em 2004. Analista de Sistemas com MBA em Real Estate pela USP, é Membro da RICS e fluente em Português, Inglês e Espanhol. Ativo em sua comunidade na Zona Sul de São Paulo, dedica seu tempo livre a projetos sociais.


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