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Por Marcos Alves, CEO da RealtyCorp

A relação entre a macroeconomia e o mercado imobiliário corporativo nunca foi tão direta quanto agora. Como gestor e executivo dessa indústria, estou sempre de olho. Diariamente, acompanho a seção de Economia & Negócios de sites e jornais. Nos últimos dias, quatro pontos chamaram atenção e merecem ser acompanhados de perto: o recuo no decreto do IOF, a nova alta da Selic para 15% ao ano, a revisão da projeção de crescimento do PIB e a meta de inflação.

Juntos, esses fatores ajudam a moldar o ambiente de negócios para as empresas. Por consequência, interferem no comportamento dos ocupantes e investidores do setor de imóveis corporativos. A seguir, reunimos os principais insights para quem busca entender o momento e tomar decisões com mais segurança.

IOF: incertezas preocupam as empresas e investidores

A revogação do decreto que aumentava as alíquotas do IOF, inicialmente, trouxe alívio em diversas operações: câmbio, crédito empresarial e previdência privada (fonte: Veja). Apesar da pressão fiscal que recai sobre o governo, o efeito direto para empresas e cidadãos é positivo. Leia-se um menor custo em operações financeiras e mais previsibilidade. Porém, o governo não aceitou a derrota e vai recorrer ao STF para buscar o aumento do IOF, isto volta a trazer incertezas e insegurança ao mercado. O alívio durou pouco!

No nosso setor, o que muda? Se a revogação do decreto for mantido, isso favorece sobretudo operações internacionais e estratégias de captação para expansão ou retrofit de ativos. Para quem atua com planejamento financeiro mais robusto, a possível reversão pode oferecer margem para reorganizar investimentos e reduzir custos de capital. Sem mencionar que o ambiente empresarial doméstico ficaria mais calmo com a queda da revisão do imposto.

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Selic a 15%: impacto sobre decisões de crédito e investimento

De acordo com a IstoÉ Dinheiro, o novo patamar da Selic reforça a política de controle da inflação, mas eleva também o custo de crédito. Isso pode gerar reavaliações nas estratégias de expansão de empresas ou prazos de decisões de ocupação – especialmente em contratos de longo prazo. Ou seja, tende a afetar as decisões das empresas em relação ao aumento de novos espaços e relocalizações.

PIB revisado para cima: consumo e geração de emprego em alta

Por outro lado, o crescimento de 2,1%, projetado para o PIB de 2025 – frente à previsão anterior de 1,9% -, indica uma economia que continua a caminhar (mais informações nesta publicação do InfoMoney). Em ritmo moderado, mas, sim, trilhando um caminho. A expansão do consumo das famílias e a criação de empregos formais ajudam a aquecer o setor de serviços. E isso estimula a demanda por escritórios e espaços corporativos.

Empresas que estão em fase de crescimento tendem a buscar soluções imobiliárias mais estratégicas. Isto é, com presença em regiões valorizadas ou migrando para edifícios de padrão superior. Esses movimentos devem continuar sendo observados ao longo do segundo semestre.

Inflação fora da meta: atenção redobrada a cláusulas e índices

A inflação acima do teto da meta pelo sexto mês consecutivo leva o Banco Central a emitir nova carta explicativa (fonte: Valor Econômico). Tal procedimento reforça o compromisso com o controle de preços. Na prática, o cenário atual exige atenção.

Para locadores e ocupantes, este é um momento importante para avaliar cláusulas contratuais com foco em equilíbrio, previsibilidade e boa governança. A transparência nas negociações tem sido um diferencial competitivo para manter parcerias duradouras e mutuamente vantajosas. E é justamente neste estágio que uma consultoria faz toda a diferença, evitando quaisquer contratempos possíveis. 

Conclusão: inteligência de mercado faz a diferença

O atual ambiente econômico é desafiador, mas não inibe boas oportunidades. Pelo contrário: com informação estratégica e parceiros especializados, empresas e investidores conseguem navegar esse cenário com mais clareza e assertividade.

Na RealtyCorp, estamos atentos aos movimentos que influenciam a dinâmica do setor. Acompanhar dados e projeções não é apenas um diferencial. É parte da nossa responsabilidade com os clientes, parceiros e com o próprio mercado. Estamos atentos ao que acontece no País e no mundo – e ao que é relevante para nossos clientes e parceiros.


Texto escrito por: Marcos Alves, Sócio-Diretor da RealtyCorp.

Marcos Alves, Sócio-Diretor da RealtyCorp Consultoria Imobiliária - Especialista no mercado imobiliário corporativo

Sócio fundador e Diretor de Operações e Marketing da RealtyCorp, Marcos Alves acumula mais de 22 anos de experiência no mercado imobiliário corporativo, com foco em análise de mercado de escritórios em São Paulo e Rio de Janeiro e expertise em galpões industriais e logísticos.Sua trajetória profissional inclui a fundação da Ocupantes em 2004, além de vasta experiência em projetos de desmobilização de carteiras, investimentos imobiliários e gestão de contratos. Formado em Análise de Sistemas, possui MBA em Real Estate pela USP e é Membro da Royal Institution of Chartered Surveyors (RICS) – MRICS.Fluente em Português, Inglês e Espanhol, Marcos também dedica seu tempo a projetos sociais na Comunidade Cristã da Zona Sul de São Paulo.

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