Chegou o momento de fazermos o balanço de 2021.
Embora a pandemia ainda não tenha terminado, podemos dizer que estamos vivendo dias mais tranquilos desde o início desta crise sanitária. Há quase dois anos temos enfrentado diversos desafios e incertezas, tivemos baixas na economia, aumento dos juros e do desemprego. Precisamos nos readequar a várias mudanças.
Além disso, nossa rotina de trabalho e familiar foi mudada, nos separamos de pessoas queridas, vimos os escritórios, shoppings e ruas vazios por meses e as equipes de trabalho interagindo apenas a distância. E também presenciamos a retomada gradual da rotina “pré-pós-pandemia”, entre tantas outras situações.
Fomos resilientes (em vários aspectos) e agora caminhamos para a virada de ano que se aproxima.
Retrospectiva 2021: principais destaques do ano
1 – Resiliência do setor imobiliário
Neste momento de balanço do ano e expectativa pelo novo ciclo que se inicia, queremos compartilhar o que foi positivo e proveitoso em 2021, e ressaltar o quanto a resiliência do setor imobiliário foi importante para mantê-lo firme e fazê-lo avançar.
Quem nos acompanhou ao longo deste ano, por meio dos conteúdos trazidos no blog da RealtyCorp ou das análises em vídeos e relatórios do RealtyCorp Analytics, sabe que estamos atentos às movimentações, desafios e oportunidades que (também) se desenharam em meio à crise.
A exemplo disso, em 2021 falamos sobre diversos temas: acessibilidade nos imóveis comerciais, Stay x Go, tendências de novos formatos, como Hub Regional e escritórios com áreas mais abertas e ventiladas, retomada dos escritórios com readequações, crescimento e oportunidades para o setor logístico, análise de regiões e suas potencialidades, tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro, Built-to-Suit, last mile, Cross Docking, novos modelos de escritório do futuro, flexibilidade, entre outros assuntos.
Não deixamos de considerar também outros momentos de crise outrora vivenciados e com isso, trouxemos análises profundas sobre a relação do PIB x ocupação de escritórios, estoque total ocupado, taxa de vacância, entrega de novos empreendimentos, absorção líquida (tanto negativa quanto positiva) etc.
2 – Superamos as expectativas em 2021
Quando olhamos para o universo corporate da cidade de São Paulo (classe A e A+), temos motivos para comemorar. Resiliente, o setor imobiliário reagiu bem, e neste terceiro trimestre de 2021, a absorção líquida foi positiva em mais de 15 mil m².
Ou seja, após dois trimestres seguidos de mais devoluções de espaços comerciais que ocupações, no final deste 3º trimeste/2021, houve mais ocupações. Em outras palavras, as empresas que outrora devolveram seus escritórios por incertezas ou expansão do home office, viram agora o quanto é importante consolidar novamente seus negócios e suas equipes em um espaço físico demarcado.
Isso é sinal de retomada. Mostra que o mercado está voltando às atividades presenciais, e em alguns casos, até mesmo ampliando seus espaços.
Já o universo corporate da cidade de São Paulo contemplando todas as classes (A+/A, B e C), embora continue com números negativos de absorção líquida neste terceiro trimestre de 2021, vale destacar que esse número caiu pela metade do 1º trimestre/2021 para o 2º trimestre/21 e do 2º trimestre/2021 para o 3º trimestre/2021.
Neste 3º trimestre/2021, a absorção líquida foi negativa em 49 mil m², mas bem menor que o 2º trimestre/2021 (que fechou em 80 mil m² negativos) e o 1º trimestre/2021 (que fechou em 167 mil m² negativos).
3 – Qual região de São Paulo mais se destacou em 2021?
Ao longo de 2021 também destacamos a performance de algumas regiões da cidade paulista, entre elas Faria Lima, Berrini e Paulista.
Em vídeo recente falamos sobre a Avenida Paulista, cartão postal da cidade, também conhecida por abrigar grandes escritórios do segmento bancário, além de empresas de serviços e escritórios de advocacia, e dispor de espaços culturais, parques e restaurantes dos mais variados.
A região da Paulista possui 495 edifícios de escritórios, com um estoque total de 2.672.000 m², o que representa 16% do estoque total da cidade de São Paulo. Nesta análise verificamos uma tendência de estabilização com o crescimento da demanda, o que deve se intensificar ao longo ano de 2022.
Também ressaltamos a resiliência da região: nestes quase 20 meses de pandemia, a absorção líquida na Paulista foi apenas 3,13% negativo, ou seja, a ocupação total diminuiu apenas 72 mil m² de um total de 2.300.000 m².
4 – Retorno aos escritórios em 2022
Em matéria recente da Folha de S.Paulo (06/12), grandes empresas divulgaram ter decidido manter seus planos de retomada das atividades presenciais agora no início do ano.
Elas afirmam que as precauções tomadas para a volta aos escritórios oferecem segurança a seus funcionários e dizem estar prontas a rever seus planos se o perigo se revelar maior (em razão da nova cepa do coronavírus).
5 – Novo estoque entregue em 2021
Neste 3º trimestre/21 mais 3 novos empreendimentos aqueceram o mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo. Isso mostra que os investidores continuam acreditando na recuperação e expansão do mercado imobiliário.
Os 4 novos empreendimentos entregues foram:
- Bacaetava Plaza (na Chucri Zaidan)
- Dimanic Faria Lima (em Pinheiros)
- Led Corporate (na Barra Funda)
- E Trimais Hiper Center (localizado na Zona Norte, fora do eixo principal). Ele se destaca por já ter chegado ao mercado 80% pré-locado.
Se olharmos para o início do ano, no 1º trimestre/21, o total de edifícios de alto padrão na cidade paulista (Classe A e A+) era 246 prédios. Três destes passaram por reclassificação, mudando de A para B (em razão do tempo de construção – superior há 20 anos). E dois novos foram entregues, aquecendo o mercado.
Do 1º trimestre/21 para o 2º trimestre/21 foram adicionados ao mercado 4 novos edifícios comerciais.
O que temos observado é que o mercado tem sido bombardeado com novo estoque entregue nestes últimos meses. Além do Birmann 32, no coração da Faria Lima (entregue em agosto de 2020), também houve a entrega do Faria Lima Plaza e das Torres do Parque da Cidade.
Este cenário mostra que o setor terá mais alternativas na busca das empresas por localização, preço, espaços que lhe atendem sua operação.
O pior já passou… o momento agora é de retomada
Nossa expectativa para 2022 é que o grande volume de devolução de escritório já tenha passado. O que se tem projetado de entrega de novos empreendimentos comerciais para o ano que vem é uma quantidade bem menor do que foi em 2021 e 2020. E isso, claro, inibirá o crescimento da taxa de vacância, deixando o mercado de escritórios mais equilibrado.
Em maior ou menor medida, as empresas pequenas, médias e grandes já montaram seu plano de retomada. O modelo híbrido é uma realidade sem volta, os espaços comerciais mais abertos e com áreas de convivência quase obrigatórias, também.
Além disso, flexibilidade, inovação e ambientes que promovam engajamento entre os funcionários e prezam pelo bem-estar da coletividade fazem parte do combo da nova cultura de trabalho que a pandemia trouxe.
Por fim, agradecemos por vocês nos acompanharem até aqui e continuaremos trazendo conteúdos e análises importantes para o mercado imobiliário corporativo. Desejamos boas festas. Até 2022!
Texto produzido por: Redação ReatyCorp
(11) 95060-0756